O governo dos Estados Unidos resolveu resgatar o Citigroup assumindo a maior parte das perdas potenciais do banco, que somam US$ 306 bilhões em ativos de alto risco. O pacote de ajuda é o mais extenso já preparado para um banco dos EUA na atual crise econômica global.
O governo também vai injetar US$ 20 bilhões em novos recursos, além dos US$ 25 bilhões já colocados na instituição, e vai receber ações preferenciais do banco com dividendo de 8%. A injeção de capital acontece depois que as ações do Citigroup despencaram 60% na semana passada, em meio às preocupações de que faltaria recursos para que o banco sobrevivesse.
Em troca do pacote de ajuda, os dividendos do bancos serão praticamente zerados já que a instituição será proibida de pagar mais do que 1% por ação em cada trimestre ao longo dos próximos três anos sem consentimento do governo. O dividendo trimestral agora é de US$ 0,16.
O citigroup não terá que substituir seu presidente-executivo Vikram Pandit ou qualquer outro membro importante da diretoria, mas o governo terá a palavra final sobre acordos de pagamento para executivos da instituição. O banco também concordou em tentar modificar hipotecas com problemas que estão dentro de seu portfólio de US$ 306 bilhões à medida em que o governo tenta evitar a execução de hipotecas.
O pacote do Citigroup pode se tornar um modelo para outros bancos dos Estados Unidos que devem enfrentar crescentes perdas à medida em que a economia do país entra em recessão. Perdas de crédito que até então se concentravam em hipotecas já estão se espalhando para outras áreas como cartões de crédito e no segmento imobiliário comercial.
O citigroup é o banco americano com maior alcance internacional, com operações em mais de 100 países. O banco era amplamente considerado como grande demais para ser deixado entregue à sorte, já que uma quebra da instituição poderia provocar uma devastação financeira pelo globo.