15/05/2008 - 09h04 Atualizada em 15/05/2008 - 09h09 Rômulo Rocha
De Brasília
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ao comparecer à reunião semanal da bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados, avaliou que “não adianta construir o gasoduto do Nordeste (Gasene) se não sabemos se há gás” na região.
Lobão reforçou informação repassada pela então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, em uma outra reunião da bancada, de que dificilmente havia gás na região do Ceará, Piauí e Maranhão.
A resposta foi dada ao deputado federal Júlio César, que questionou o ministro sobre o início das obras do Gasene e se realmente havia gás naquela região, já que “a ministra Dilma já disse que não havia gás e técnicos disseram que havia gás”.
"Nós temos essa preocupação de levar o gasoduto (da Bahia) até o Maranhão, chegando em São Luís, indo a Açailandia. Com essa linha nós estaríamos atendendo todo o nordeste brasileiro. Agora, em primeiro lugar: é uma obra muito cara, que precisa levar em conta o consumo. Em segundo lugar: há consumo industrial para o gás? Temos gás para isso? Ou vamos apenas fazer o gasoduto e ficar esperando que exista gás?”
Mesmo sob todas essa dúvidas que envolvem o ministério, Lobão revelou que a intenção da pasta é construir esse gasoduto. “Há um estudo no Ministério e queremos atender a todos os estados nordestinos com esse gasoduto, notadamente se nós pudermos fazer essa conexão com o gás da Venezuela será melhor. Agora, nós temos que ter todo cuidado para que o gás importando e o gás produzido tenham consumo”.
“Essa balança é muito delicada, entre produção, distribuição e consumo, de nada adianta levar o gasoduto a tal lugar se não há consumo ali, e se não há gás para chegar até lá. Então tudo isso é feita dentro de um planejamento que nós estamos estudando. Mas estamos estudando para que a ação executiva se faça com segurança, em benefício de todos”, pontuou.
Estavam presentes à reunião pela bancada do Piauí, além do deputado Júlo César, os parlamentares Marcelo Castro, Paes Landim, Átila Lira e B. Sá.