O presidente estadual da Assembléia Legislativa Themístocles Filho (PMDB) dedicou-se nessa quarta-feira a ser um “bombeiro” para apagar o incêndio no PMDB. O parlamentar pediu calma aos companheiros de partido que exigem um comando mais efetivo e atribui a isso a redução do número de prefeituras ocupadas pelo partido. O próprio presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva entrou em campo para minimizar as críticas dos parlamentares do partido.
Para o deputado Themístocles Filho é preciso o partido ouvir a opinião pública. “Quem decide em política é o eleitor. Temos que ouvir a opinião pública diz. Cada homem e mulher filiado ao PMDB é importante. Cada vereador, cada deputado estadual e cada deputado federal, senador”, disse o parlamentar. A respeito das críticas dos deputados estaduais peemidebistas Moraes Sousa Filho e João Mádison sobre a falta de comando do PMDB, Themístocles defendeu a conversa.
Para o presidente da Assembléia Legislativa o importante é que hajam conversas para discutir o futuro do partido e não que os problemas sejam levados para a mídia. “Nós precisamos é conversar mais internamente. Saímos de uma eleição. Há alguns problemas, e espero que com o passar dos dias a gente volte a calmaria”, destacou o parlamentar. Em 2004 o PMDB saiu das urnas com 20,18% das prefeituras piauienses e em 2008 os resultados apontaram que 18,28% dos prefeitos piauienses são do partido.
Themístocles Filho destaca que mesmo com a redução o partido ocupa prefeituras importantes. “Em número de votos o maior partido do Brasil é o PMDB. Temos que olhar as prefeituras estratégicas do PMDB, como Picos e Barras”,disse o parlamentar. O presidente da Assembléia considera que a população vota de maneira diferente para cada esfera de poder. “O povo vota para prefeito de um jeito, para governador de outro jeito e para presidente de outra e quem não entende isso tem problemas”, comentou.
Sobre o assunto o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva (PMDB) pediu calma, mas também fez críticas aos parlamentares que criticam a falta de comando do partido. “Eles sempre foram de uma ala divergente e não deixamos de andar junto. O sobrinho do Mão Santa deve se acomodar como faz o Themístocles”, destacou o deputado federal. (C.R.)