Policiais militares recém formados estiveram reunidos nesta terça-feira para discutir como a diversidade sexual é tratada no âmbito da segurança pública. No “Debate nas Políticas de Segurança Pública: um tema fora da roda?”, autoridades nacionais, regionais e locais estiveram reunidas para discutir o quanto o aparato de segurança contempla as políticas de diversidade sexual. O debate fez parte da programação da IV semana da diversidade.
Para Cátia Emanuelli, coordenadora geral de ações e prevenção em segurança pública da Secretária Nacional de Segurança Pública, é preciso despertar nos profissionais de segurança pública a importância de atenção para os direitos humanos. “Temos uma grande de novos integrantes da polícia militar e vamos ressaltar a importância deles defenderem os direitos humanos”, disse a coordenadora. Cátia Emanuelli ressaltou que há resistências dentro da polícia militar a uma nova visão, mas que estão sendo vencidas. “É uma questão cultural e mudar uma cultura só com muita luta e trabalho, como o que estamos fazendo ao longo dos anos”, destacou.
A Major Júlia Almeida, da Polícia Militar do Piauí, enfatizou que o encontro é importante para mostrar que não devem haver distinções na sociedade. “O significado é mostrar para o nosso público, policial militar a importância de se trabalhar essa congregação de movimentos e comunidades”, ressaltou a Major acrescentando que o trabalho em conjunto pode evitar conflitos maiores. Para a Major é preciso incutir na corporação que todos tem direitos. “O direito de tudo é um direito de todos”, comentou a Major.
De acordo com a presidente do Grupo Matizes, Marinalva Santana, há resistências na polícia à diversidade sexual, mas destaca que acontecem mudanças. “Existem pela história da segurança pública, mas vemos com entusiasmo a quebra de paradigmas e um deles é esse momento em que estamos reunidos com todos os policiais recém-ingressos na corporação para esse diálogo”, disse Marinalva Santana classificando o momento como bastante alvissareiro. (C.R.)