O chefe da equipe de transição do presidente eleito Barack Obama, John Podesta, anunciou, hoje, as novas regras para os lobistas que participaram da campanha do democrata. Durante a transição, não será permitida a participação financeira, arrecadação ou movimentação de lobby durante a mudança de governo. Também estará proibida a participação de lobistas que tenham feito alguma negociação nos últimos 12 meses.
"As orientações éticas divulgadas na transição são duras e inequívocas. O presidente deseja que o governo seja capaz de atrair os indivíduos cuja prioridade é servir o interesse público. Este é um passo muito construtivo nesse sentido", afirmou Thomas Mann, da Brookings Intitution (instituição independente de pesquisa e política). Para Norm Ornstein, do American Enterprise Institute, as medidas são necessárias para se "restaurar a confiança no governo". "A política pode excluir algumas pessoas boas com profunda experiência em suas áreas, mas também irá excluir aqueles que vêem no serviço público um trampolim para o sucesso financeiro", disse.
Ornstein afirma ainda que a atitude de Obama, em proibir os lobistas na transição, pode ser vista como "um bom sinal". Para o chefe de transição de Obama, Podesta, a decisão do novo presidente é vista como "uma tentativa de frear a influência dos lobistas no governo". "Durante a campanha, lobistas federais ou não puderam contribuir para arrecadar dinheiro para a campanha. Hoje, o presidente eleito está firmando esses compromissos ainda mais ao anunciar a lista mais rigorosa e ética de regras de qualquer equipe de transição na história."