O Governo do Estado, através do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), está iniciando um trabalho de cadastramento dos produtores do agronegócio familiar. O objetivo é preparar as associações comunitárias que executam projetos financiados pelo PCPR para introdução desses produtos no mercado. Primeiramente, os gestores do PCPR dos nove estados estão negociando com as grandes redes de supermercado, entre elas, Pão de Açúcar, Carrefour e Rede Mais, a inserção dos produtos do agronegócio familiar no mercado.
Para isso, o Banco Mundial juntamente com PCPR estão debatendo com regularidade critérios e normas técnicas para criação de um selo que identifique o produto do agronegócio familiar. A expectativa é que o selo seja criado até o mês de fevereiro do ano que vem durante encontro regional de gestores do PCPR, em Minas Gerais. Inicialmente, conforme explica o diretor-executivo do PCPR, Fernando Danda, será trabalhada a inserção de produtos da apicultura e cajucultura, que são hoje as cadeias produtivas mais organizadas no Piauí, conseguindo inclusive, exportar parte da produção para mercados exigentes como o europeu e o norte-americano.
A intenção é levar esses produtos para as prateleiras dos supermercados brasileiros, identificando-os com um selo. A partir do cadastro que será feito com produtores do agronegócio familiar, também será possível inserir no mercado a produção de cadeias produtivas, como a mandiocultura, ovinocaprinocultura e bacias leiteiras, dentre outras.
Fernando Danda ressalta que a inserção dos produtos do agronegócio familiar no mercado completa um ciclo que se inicia levando infra-estrutura para as comunidades, depois financiando projetos produtivos e dando a assistência necessária para que os arranjos possam gerar uma renda de, no mínimo, R$ 500,00 para cada família.