05/09/2008 - 09h54 Efrém Ribeiro
Jornal Meio Norte / meionorte.com
O Hospital Universitário (HU) da Ufpi (Universidade Federal do Piauí) vai paralisar suas atividades por tempo indeterminado para reforma. A decisão tomada pela reitoria da UFPI está preocupando pacientes e funcionários que não sabem como vão continuar os tratamentos ou onde serão lotados durante as obras.
O hospital oferece vários serviços como atendimentos ambulatoriais e exames são realizados diariamente, principalmente os relacionados a doenças inflamatórias intestinais, e também o programa de tratamento
contra o tabagismo, que atende em média 80 pessoas em convênio com o Instituto Nacional do Câncer.
Cerca de 120 funcionários não sabem onde serão lotados durante a reforma, que está prevista para ser concluída em 360 dias. “É possível fazer os tratamentos ambulatorias e continuar com exames apesar da reforma”, afirmou o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sintspres), Inácio Schuck.
Segundo ele, o Instituto de Doenças Tropicais Nathan Portella passou por reforma e continuou funcionando. As professoras Lívia Maria de Sousa, que faz tratamento há oito anos de doença de Crohn, e Francinete Rodrigues, que faz tratamento de colite e ulcerativa com o médico José Miguel no Hospital Universitário, afirmaram ontem que não sabem onde continuarão o tratamento. “Não fomos informados de nada, mas acho que é possível
manter o tratamento durante a reforma”, falou Francinete Rodrigues.
Sousa e Rodrigues fazem o tratamento de doenças inflamatórias intestinais. O técnico e enfermagem José Carlos de Oliveira estava
mostrando que o HU faz exames sofisticados como endoscopia digestiva alta, biopsia e vários exames. Os equipamentos do hospital foram transferidos para depósitos da Universidade Federal do Piauí.
O pró-reitor de Administração da Universidade Federal do Piauí, Ordônio Moita, disse que todo o transporte está sendo de forma cuidadosa. “Estamos fazendo o transporte com toda a responsabilidade e os equipamentos serão levados para locais apropriados”, disse Ordônio Moita.
O ambulatório do HU foi inaugurado em setembro de 2004 e faz cerca de mil exames e 700 consultas por dia. Os funcionários farão hoje uma manifestação contra o não funcionamento de parte do hospital durante a reforma. O HU já consumiu R$ 60 milhões e o Governo Federal liberou mais R$ 45 milhões para sua conclusão e compra de equipamentos.