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Fenômeno feminino conquista bi campeonato mundial

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Fenômeno feminino conquista bi campeonato mundial

Defender o título mundial é definitivamente mais difícil do que conquist&aacut

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02/12/2008 - 09h17
fonte Globo.com



No ano passado, ela já tinha feito jus ao apelido de “fenômeno” do surfe feminino. Neste, aos 20 anos de idade e carregando o posto de número 1 do mundo nas costas, foi ainda melhor. A sempre sorridente Stephanie Gilmore, fã do jogador de futebol Ronaldo, não se abalou com o peso que carregava e conquistou, por antecipação o bicampeonato do Circuito Mundial (WCT), nas ondas de Sunset, penúltima etapa da temporada e segunda jóia da Tríplice Coroa Havaiana. A vitória da australiana só veio nos últimos minutos da final, com uma virada espetacular sobre a brasileira Silvana Lima. As aussies Nicola Atherton e Jessi Miley-Dyer completaram o pódio.
- Defender o título mundial é definitivamente mais difícil do que conquistá-lo pela primeira vez - diz a surfista, com o cheque de US$ 12 mil (R$ 28 mil) nas mãos.



Em 2005, aos 17 anos, ela se tornou a mais jovem surfista a vencer uma etapa do WCT. Como convidada em Snapper Rocks, o quintal de sua casa, roubou a cena e ergueu a taça do evento de abertura do circuito. Dois anos depois, lá estava ela entre as melhores do surfe. E entrou para a história ao ser a primeira estreante a tornar-se campeã do mundo. 



No ano passado, o título foi conquistado apenas na última etapa, na ilha de Maui. A peruana Sofia Mulanovich e a brasileira Silvana Lima estavam na cola. Desta vez, a mesma Sofia e a australiana Layne Beachley, heptacampeã mundial, tinham chance de pará-la.



Sofia deu adeus à corrida nas quartas-de-final, ao terminar na lanterna. Layne, que vai se aposentar no fim da temporada, lutou mais um pouco.



Stephanie, no entanto, por pouco não deu adeus à competição nas semis. Ela ficou na lanterna a maior parte do tempo, mas conseguiu se recuperar nos minutos finais. Nessa bateria, o show foi de Silvana, com direito a uma nota 9,00. 



O caminho para o título parecia mais tranqüilo quando Stephanie viu, do palanque, Layne perder nas semifinais. Agora só dependia dela mesma. E a australiana contou com um apoio de peso. Pouco antes de a decisão começar, o bicampeão mundial Tom Carroll passou, de paddle board, pela praia.



Carroll sentou-se no outside e viu quando Stephanie pôs a mão na taça ao tirar 7,33 de um 3,00 inicial. Silvana ameaçou quando ganhou 6,33 em sua primeira onda. E a cearense de Paracuru estava mesmo disposta a atrapalhar a australiana. Aos 10 minutos, arrancou 7,83 dos juízes e passou à liderança. 

 
Sil ainda ousou descartar um 6,17, enquanto Stephanie só conseguiu trocar seu 3,00 por um 4,83 e depois por um 5,10. Precisava de 6,85 e tirou 6,50. Mas não se abateu. Tirou 8,50 nos últimos dois minutos, assegurou o caneco, impedindo a brasileira de conquistar sua primeira vitória na carreira. 
- A energia da galera foi incrível - diz Stephanie.
As surfistas da elite mundial seguem agora para a Ilha de Maui, onde disputarão a última etapa da temporada, a partir do dia 8.


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