Sem vencer há cinco rodadas no Campeonato Brasileiro, o Botafogo chega às duas últimas rodadas com mais responsabilidade "pública" do que "privada". O clima em General Severiano já é de feliz 2009, mas Flamengo e Vasco precisam da ajuda do time de Ney Franco nesta reta final.
A dúvida é se os alvinegros terão motivação para ajudar o carrasco dos últimos dois estaduais e o clube de São Januário. O retrospecto não favorece os torcedores aliados: o time não venceu uma partida sequer desde que passou a não ter mais chance de lutar pela Libertadores.
Os dois últimos adversários do Botafogo são Figueirense, rival direto do Vasco na luta contra a Série B, e Palmeiras, último dos colocados na zona de classificação à Copa Libertadores.
Para Carlos Augusto Montenegro, vice-presidente de futebol afastado recentemente, o momento não é de solidariedade. Muito pelo contrário.
"Vários times estão jogando sem os titulares na reta final. Se dependesse de mim o Botafogo jogaria essas duas partidas com o time reserva", garantiu o dirigente.
O sentimento de vingança de Montenegro se explica pela duplo vice-campeonato do Botafogo para o Flamengo. No começo do ano, o árbitro Marcelo de Lima Henrique causou polêmica na final do Carioca.
"Nada como um dia após o outro. E pode ter certeza que esse negócio de mala branca no Botafogo não existe isso", garantiu Montenegro, rejeitando uma possível ajuda financeira de Flamengo e Vasco.
A favor dos dependentes conta a decisão de Ney Franco de escalar o que tem de melhor para as partidas finais. Outro quesito é que a partida contra o Figueirense marca a despedida no Engenhão. Os jogadores poderiam se redimir dos recentes fracassos perante sua torcida.
Já o Flamengo teria que voltar a torcer por Ney Franco, campeão da Copa do Brasil pelo clube em 2006, e o possível reforço Diguinho, que pode parar na Gávea ano que vem. Outro que não deve ficar é Lucio Flavio, que terá reunião decisiva na sexta-feira.