26/05/2008 - 14h42 Atualizada em 26/05/2008 - 14h53 UOL
Um laudo contendo o resultado parcial da investigação feita pela polícia civil deve aumentar a polêmica sobre o incidente de gás tóxico no vestiário do São Paulo, durante a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras.
Segundo o documento, revelado nesta segunda-feira pela TV Bandeirantes, o gás teria sido liberado de dentro do vestiário do Parque Antarctica.
A TV afirma que a investigação vai seguir partindo da hipótese de que quem jogou o gás não o fez de fora para dentro. O laudo afirma que a quantidade de gás que foi liberada era grande e só poderia ter sido transportada em um recipiente de grande porte, como um extintor. Isso tornaria impossível que a substância tivesse sido carregada por algum torcedor ou arremessada por alguém que estivesse fora do local.
A diretoria do Palmeiras ainda espera a divulgação oficial do laudo final para anunciar sua posição sobre o caso. O time do Parque Antarctica se exime de culpa sobre o caso, mas também evita acusar o São Paulo de uma possível armação.
Nesta segunda-feira, antes da divulgação do documento, o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol previa o último julgamento do caso. Uma punição pode render ao Palmeiras até dez jogos de suspensão de seu estádio e ainda o pagamento de multa.