18/07/2008 - 15h20 Raimundo Gomes
Jornal Meio Norte
Cerca de 30 soldados do Segundo BEC do Piauí já participaram do Curso de Boas Práticas para Manipulação de Alimentos promovido pela Coordenadoria Estadual de Segurança Alimentar. Dois deles, após seis anos de vida militar, já conseguiram, graças á titulação do curso, serem contratados para trabalhar fora do estado, o que rendeu inúmeros elogios da cúpula das forças armadas do país.
Todos são recrutas que, após um período de adaptação à vida militar, tentam se especializar em alguma área. Como a maioria que chega ao BEC não possui profissão, o curso é uma ótima opção de inserção no mercado de trabalho.
A portaria 854 da Lei Federal de 2004 recomenda que nas forças armadas seja adotada a Lei de Segurança Alimentar. Faz parte da resolução 216, que é obrigatória em todos os estabelecimentos que trabalham com alimentação. Como a produção de alimentos não é terceirizada, as forças armadas têm que seguir a determinação, sob orientação de um profissional de nutrição.
Diante do contexto, o segundo BEC de Teresina procurou a coordenadoria com a proposta de parceria, que após firmada, já formou duas turmas de soldados. Inclusive dois deles, Dilvani de Oliveira Furtado, e Adriano Silva, após a baixa do exército, foram contratados para trabalhar como civis em Cabrobró, no vizinho estado de Pernambuco. Ambos fizeram um concurso onde o diferencial estava na prova de títulos.
O curso feito no restaurante popular garantiu a aprovação. “Eram militares que estavam saindo e que com certeza ficariam desempregados”, ressaltou o Sargento Costa Júnior, acrescentando que o batalhão de Pernambuco recebeu dois profissionais de qualidade. “Eles foram trabalhar nos trechos onde existem obras do BEC e acabaram sendo contratados”, explicouu.
No final do mês de junho de 2008, o sargento Costa Júnior, acompanhado da nutricionista Shirley Delmiro Evangelista, participou em Fortaleza de uma capacitação destinada aos responsáveis pelo setor de alimentação de cada batalhão do Brasil. Na ocasião, eles apresentaram a parceria com a coordenadoria piauiense. “Os militares de todo o país ficaram satisfeitos com a parceria, considerada válida e importante para a melhoria na qualidade de vida nos quartéis. Nosso exemplo vai ser copiado em outros centros que ainda não utilizam esta idéia”, revelou o sargento