Frente à falta de professores em diversas disciplinas, a formação inicial e continuada deficiente e o baixo interesse dos jovens pela carreira do magistério, Dilvo Ristoff, diretor de Educação Básica da Capes, expõe o desafio da Educação Básica.
É sabido que o professor exerce um papel de destaque na efetivação do direito à Educação de todos os cidadãos. Entretanto, o Brasil tem pela frente um grande desafio no que diz respeito a formação e qualificação dos seus docentes. Em entrevista ao movimento Todos Pela Educação, Dilvo Ristoff, diretor de Educação Básica da Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fala sobre os prinicipais desafios quanto à formação inicial e continuada de profissionais do magistério da Educação Básica no País.
Apesar de reconhecer os diversos problemas, como por exemplo a falta de professores em algumas disciplinas, a formação inicial e continuada deficiente e o baixo interesse dos jovens pela carreira do magistério, Dilvo faz uma análise otimista frente ao futuro da Educação no País. Durante a entrevista, o diretor da Capes traz números da escassez de professores e expõe sua opinião sobre o impacto da inclusão de novas disciplinas no currículo da Educação Básica, o papel das universidades públicas na formação desses profissionais e também sobre a possível criação de um exame de certificação para os docentes.
Dilvo é ex-diretor de Avaliação e Estatísticas da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), cargo de ocupou de 2003 até o início de 2008, quando assumiu o posto de diretor de Educação Básica da Capes. Além disso, ele é membro nato do Conselho Técnico-Científico - CTC da Educação Básica, que tem por objetivo a construção de um sistema nacional de formação de professores e o apoio à formulação das políticas e diretrizes específicas, dentro da atuação da Capes, no tocante à formação inicial e continuada de profissionais do magistério da Educação Básica.