O fortalezense deve pisar um pouco no freio em relação ao consumo no mês de agosto. De acordo com a pesquisa de pretensão de compra, divulgada ontem pelo o IPDC (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio), 43,32% dos entrevistados demonstraram intenção de ir às compras este mês. O percentual é um pouco menor do que o registrado em julho (43,53%), mas é inferior ao do mesmo mês do ano passado (45,59%).
O valor a ser gasto também deve ser menor. Em julho, a maioria (30,88%) pretendia fazer compras superiores a R$ 1 mil. Em agosto, os gastos devem ser concentrados na faixa de R$ 251 a R$ 499, que representam 27,66% das respostas. As classes B e D/E, no entanto, fogem desse perfil, com forte propensão a gastos acima de R$ 1 mil (30,52% e 30,76%, respectivamente).
Na classe D/E, lidera a procura por bens duráveis, a exemplo de televisão (15,45%) fogão (14,47%) e geladeira (11,39%). Na classe B, se destaca a intenção de compra de computador (17,72%), atrás somente do vestuário (26,06%). Esse item também encabeça o ranking, se consideradas todas classes, com 17%, sendo seguida por móveis (11,22%).
Momento para duráveis
Os dados coincidem com as respostas dos entrevistados. A grande maioria deles (70,13%) considera o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis. Embora sugira desaceleração com relação ao mesmo indicador em julho (75,46%), o resultado de agosto demonstra forte disposição para o consumo.
A idéia é embalada pela percepção de melhor condição financeira das famílias, com 79,64% avaliando como melhor ou muito melhor do que há um ano. A expectativa para a situação financeira futura é também positiva, com 90,42% de respostas favoráveis.
Com relação à situação econômica do país, 66,66% dos entrevistados acreditam que estejamos em momento melhor ou bem melhor do que há um ano. Dos fatores que contribuem para a avaliação, destacam-se a preocupação com o cenário político (36,73%) e com a dinâmica do mercado de trabalho (35,04%). Inflação e cenário internacional parecem fora das preocupações do consumidor (18,96% e 9,26% das respostas, respectivamente).