Do paradisíaco litoral mexicano aos trópicos do Brasil, o Captiva entra na disputa para conquistar o consumidor que aprecia carros grandes e luxuosos. Direção firme, motor adequado para suas dimensões e espaço de sobra, o SUV (veículo utilitário esportivo) tem tudo para agradar o consumidor brasileiro de bom poder aquisitivo - num instante em que a GM busca alternativa para seus produtos fora dos Estados Unidos.
O México, colado aos EUA, é grande produtor de carros, tarefa que o vizinho gigante lhe repassou para diminuir custos. O consumidor nacional se beneficiou disso no instante em que Brasil e México assinaram um acordo automotivo, para zerar as alíquotas de importação entre os dois países. Com isso, o Captiva chegará por aqui em duas versões: a de entrada, por R$ 92,9 mil, e a mais cara, Sport, cotada a R$ 99,9 mil. Vai concorrer com outros "gringos", como o canadense Edge (Ford), o coreano Tucson (Hyundai) e o mexicano Journey (Dodge).
O Captiva também inaugura uma nova fase para a General Motors no Brasil, já que a montadora não comercializava aqui carros direcionados ao público americano produzidos no México. Até agora, a subsidiária brasileira apenas via a banda dos importados de alto luxo passar.
Como regra, o Captiva tem as mesmas características que marcam o segmento SUV. Alto, com frente imponente e parrudo, o carro agrada tanto as famílias quanto os jovens consumidores, que buscam esportividade e força. Com linhas modernas, o Captiva vai bem na cidade e no campo, pois encara o asfalto com a mesma facilidade com que dribla os obstáculos.
O Captiva tem uma vantagem a mais. É da atual safra de plataformas globais - desenvolvido num país, tem a missão de se adaptar a mercados de padrões diferentes. "Trata-se de um dos mais sofisticados veículos do segmento a ser comercializado no Brasil, para atender aos consumidores mais exigentes. Ele representa um novo momento para a Chevrolet no País", observa Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.
O vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, ressalta que, além de aspectos estéticos, o Chevrolet Captiva Sport "tem características que agradam às pessoas que cultivam um espírito mais urbano e esportivo e, algumas vezes "aventureiro", mas sem abrir mão de luxo, desempenho, conforto e segurança".
O motor de 3.6 litros V6, tem 24 válvulas, potência de 261 cv a 6.500 rpm e torque de 32,95 kgfm a 2.100 rpm. Importado da Austrália, o propulsor acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos e faz 8,0 km/l no trânsito urbano e 12,8 km/l no trânsito rodoviário (média combinada de 9,6 km/l). Já a configuração equipada com a tração AWD faz de 0 a 100 km/h em 8,5 s; e o consumo é de 7,6 km/l na cidade e 12,2 km/l na estrada (9,2 km/l de média).
O Captiva é equipado com transmissão automática de seis velocidades, com opção Active sequencial - você pode, eletronicamente, fazer a troca de marchas.
Na parte interna, o Chevrolet Captiva Sport tem acabamento com revestimento de couro e tecidos finos. O banco do motorista tem acionamento elétrico com oito funções. Entre as várias funções, uma é permitir ajuste lombar e que o banco do passageiro da frente seja dobrável em até 180 graus.
Enquanto isso, o assento traseiro - com descansa-braço ao centro - também pode ser rebatido em 180 graus, facilitando o acesso ao porta-malas e o transporte de objetos maiores. Já o banco dianteiro tem a opção de aquecimento elétrico individual, com três possibilidades de ajuste de temperatura. O Captiva vem com porta-malas de 821 l - pode chegar a 1.586 l se os bancos traseiros forem rebatidos.