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Garibaldi diz que Congresso deve ter projeto próprio de reforma política

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Garibaldi diz que Congresso deve ter projeto próprio de reforma política

Que outro Poder fica a toda hora respondendo a perguntas de repórteres?

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20/08/2008 - 08h36
fonte Agência Senado



O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, afirmou, ao chegar ao Senado na tarde desta terça-feira (19), que o Congresso deve ter seu próprio projeto de reforma política e que deve discuti-lo junto com a proposta que o governo poderá enviar aos parlamentares.

- É claro que os deputados e senadores devem discutir o projeto do governo, mas não podem ficar só nele. Devem também discutir o projeto dos congressistas -afirmou.

Garibaldi discorda da afirmação de que o Congresso estaria "andando a reboque" do Judiciário, conforme expressão de um jornalista, pois a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado ainda está votando projeto que limita o emprego de algemas pela polícia quando o Supremo Tribunal Federal já fixou normas para a situação há cerca de um mês.

- O Congresso, aqui ou acolá, tem se omitido, mas tem legislado, a despeito das medidas provisórias. Tem procurado cumprir o seu dever. O problema é que o Legislativo precisa se afirmar a todo momento, pois está a todo instante prestando contas à opinião pública. Que outro Poder fica a toda hora respondendo a perguntas de repórteres? Pelo menos é o Poder mais transparente e, por isso mesmo, o mais penalizado - afirmou o presidente do Senado.

Garibaldi Alves admitiu que o Plenário do Senado só deve "votar matérias mais importantes" na próxima semana, pois "agora o quórum está um pouco baixo". Lembrou ter proposto aos líderes partidários que o Senado dedicasse de duas a três semanas de agosto e setembro às votações, liberando os parlamentares em pelo menos dois períodos para que se dedicassem às eleições municipais.

- Mas eles não quiserem. Disseram que seria melhor manter votações nestes dois meses - disse.

Segunda chance para Dunga

O presidente do Senado pediu "uma segunda chance" para o técnico Dunga, da seleção brasileira de futebol, que perdeu nesta terça-feira (19) por três a zero da seleção da Argentina, nas Olimpíadas de Pequim. Ele foi questionado por jornalistas depois que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, defendeu a demissão do técnico.

- Concordo em muita coisa com o Chinaglia, mas acho que o Dunga merece uma segunda chance. Não foi um fracasso. Foi uma derrota para a Argentina, que é um adversário de peso - destacou.

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