Passado o primeiro quadrimestre do ano em baixa, os preços dos combustíveis — gasolina, álcool, diesel e gás natural (GNV) — continuam a subir em julho, em uma escalada iniciada em maio último, em todo o Nordeste. Vários fatores especulativos vêm puxando a alta, a começar pelo incremento geométrico do preço do barril de petróleo, que já supera os US$ 145, no mercado internacional; e do álcool, que só aumenta, apesar da atual safra recorde de cana-de-açúcar, no Sudeste brasileiro.
Em Fortaleza, bem como em todo o Ceará, o preço médio do litro da gasolina comum passou de R$ 2,471, em meados de junho, para R$ 2,567, no dia 12 último, período em que registrou elevação média de mais 3,88%, em 28 dias. No Nordeste, a variação, em geral, foi insignificante, de apenas 0,1%, nos últimos 30 dias.
Os números constam de pesquisa realizada, semanalmente, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), e divulgada ontem, através do site: www.anp.gov.br. Segundo o documento, Fortaleza apresenta o menor preço do litro da gasolina comum (R$ 2,567) praticado entre os municípios cearenses. O município de Crateús, na região Central do Estado, apresenta o maior preço — R$ 2,878, em média, com diferença de 12,11%, entre a capital e o interior.