O secretário-executivo da Secretária Especial dos Direitos Humanos, José Guerra, disse que os Estados precisam investir na reinserção dos trabalhadores que são resgatados do trabalho escravo. José Guerra destaca que no Piauí é baixo o número de trabalhadores que são resgatados, mas que o Estado é sim um pólo de aliciamento de trabalhadores para o trabalho em condições análogas a de escravos.
De acordo com o secretário-executivo o Piauí está no grupo de Estados que fornecem mão-de-obra para o trabalho escravo junto com Bahia e Maranhão. “O Piauí se apresenta mais como um Estado fornecedor de mão-de-obra, em que as pessoas são aliciadas por gatos para serem levadas para frente de expansão de agricultura e carvoaria”, disse José Guerra. Em todo o Brasil, José Guerra informou que foram resgatados em 2007 mais de 5 mil trabalhadores.
“Dentro mapa, o Piauí, Bahia, Maranhão são estados fornecedores de mão-de-obra para os Estados onde mais se utiliza como Pará, Mato Grosso e Tocantins”, relatou José Guerra. Para o secretário-executivo os trabalhadores resgatados precisam ser reinseridos no mercado de trabalho a fim de que ele não acabe voltando a situação de mão-de-obra escrava. “Temos que reinserir os trabalhadores no arranjo produtivo e nos programas sociais tanto do governo federal quanto estadual e municipal para que ele não seja somente uma vítima”, destacou José Guerra.
Segundo o secretário-executivo também acontecem no Piauí resgate de trabalhadores em regime de escravidão. “Em quase todas as unidades da federação nós temos trabalhadores resgatados das condições análogas de escravos. Nesse ponto o Piauí embora nós tenhamos alguns casos de trabalhadores resgatados, principalmente na carvoaria, o Piauí é fornecedor de mão-de-obra para a escravidão”, esclarece José Guerra. (C.R.)
Alci Marcus reclama da classificação do Piauí como exportador de escravos
O coordenador estadual de Direitos Humanos, Alci Marcus, contexta os dados em que o Piauí seja o segundo Estado que mais exporta mão-de-obra para trabalho escravo. Alci Marcus critica a falta de dados exatos a respeito do aliciamento de trabalhadores e enfatizou que há uma situação decrescente de recrutamento ilegal no Piauí.
“Os dados não fundamentam a afirmativa que o Piauí é o segundo em exportação de mão-de-obra para uma situação análoga a escravidão”, ressaltou o coordenador estadual de Direitos Humanos. Alci Marcus refere-se aos dados da Comissão Pastoral da Terra que coloca o Piauí como 14o colocado no aliciamento de trabalhadores para trabalho escravo.
Entre 2004 e 2008 Alci Marcus diz que foram resgatados 25 mil trabalhadores e entre estes 841 piauienses. “Temos um processo decrescente de aliciamento”, pontuou. (C.R.)