O Governo do Estado do Maranhão enviou missão à China, atendendo convite da China Friendship Development International Engineering & Consulting Corporation (FDDC), estatal chinesa responsável por ações de cooperação e negócios. A missão, chefiada pelo secretário de Estado da Indústria e Comércio, Júlio Noronha, apresentará as potencialidades do Maranhão aos mais diversos investidores chineses, especialmente, no tocante à siderurgia, biocombustíveis, logística, turismo, alimentos, entre outros.
Com a promulgação da Lei nº 11.732, de 30/06/2008, que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), será também uma oportunidade ímpar para o Maranhão buscar a efetivação da ZPE de São Luís, criada desde 1993, porém ainda não efetivada.
A ZPE é um instrumento que tem sido utilizado por vários países para atração de investidores estrangeiros voltados para a exportação, tendo como reflexos positivos a redução de desequilíbrios regionais e intrarregionais, a colocação de empresas locais em igualdade de condições com concorrentes externos, difusão de novas tecnologias e práticas de gestão, com conseqüente geração de empregos.
Estes distritos industriais incentivados operam com suspensão de impostos, liberdade cambial e procedimentos administrativos simplificados e têm se mostrado como importantes alavancas de desenvolvimento onde já foram implantadas.
Após o retorno desta missão à China, o Maranhão receberá grupo de especialistas e investidores chineses para dar prosseguimento aos estudos prospectivos para identificação de oportunidades de investimentos e negócios conjuntos, bem como realização de estudos de viabilidade técnica e econômica dos projetos que serão apontados como de interesse comum.
Embora o convite da FDDC tenha sido anterior à crise mundial ora vivenciada, a missão ganhou maior relevância pelas auspiciosas possibilidades de retorno para o Maranhão. Com a escalada das turbulências no sistema financeiro mundial e projeções de recessão, todos os olhares se voltam para países com maior potencial e vigor para sobreviver à crise, entre eles a China, conforme confirmam especialistas renomados.