24/11/2008 - 11h38 Atualizada em 24/11/2008 - 11h40 G1
É grave, porém estável, o estado de saúde da grávida de três meses que foi baleada na cabeça na sexta-feira (21) e que passou por quatro hospitais até conseguir ser internada. Ela será submetida a novos exames ainda nesta segunda-feira (24), segundo informações da Secretaria estadual de Saúde.
Segundo os médicos, o feto de Roberta Helena dos Santos Silva está estável.
A jovem de 20 anos está internada desde a madrugada de sexta-feira (21), no CTI do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde passou por cirurgia.
Roberta Helena tinha saído de casa para ir a um sacolão na rua onde mora. A família conta que por volta de 19h de sexta (21) começou um tiroteio. Roberta tentou voltar pra casa, mas foi baleada
Primeiro ela foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, onde um porteiro teria avisado, segundo a família, que a unidade estava sem luz. A família seguiu então para o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, mas na unidade não havia neurocirurgião nem tomógrafo em funcionamento.
Roberta acabou sendo encaminhada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz. Lá conseguiu fazer a tomografia, mas não tinha médico para analisar os exames.
A peregrinação só terminou por volta de meia-noite, no Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um neurocirurgião analisou os exames e Roberta passou por uma cirurgia na madrugada de sexta (21). O problema é que depois da operação, não havia vaga para a vítima no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). E, mesmo em estado grave, ela teve que ficar na emergência.
Junto com outros parentes, o marido de Roberta passou o dia na porta do hospital. Ele estava preocupado com o estado de saúde dela e do bebê. Por volta de 16h de sábado (22), 21 horas depois de ter sido baleada, ela foi transferida para o CTI, em estado grave, segundo parentes.
Os quatro hospitais por onde Roberta passou são da rede estadual de saúde. A assessoria do governo confirmou que houve falta de luz no Albert Schweitzer para ajustes no transformador, mas negou que o atendimento tivesse sido prejudicado.
A Secretaria estadual de Saúde informou que os tomógrafos do Rocha Faria e do Hospital de Saracuruna então em fase de testes e confirmou que nem no Rocha Faria nem no Pedro II há neurocirurgiões, já que as unidades não são de referência em neurocirurgia.
A polícia informou que não fez nenhuma operação na sexta-feira na Favela da Carobinha.