23/06/2008 - 09h34 Atualizada em 23/06/2008 - 10h44 Imirante
A greve dos policiais civis, agentes penitenciários e peritos do Instituto Médido Legal e Instituto de Criminalistica do Maranhão completa 27 dias nesta segunda-feira.
Representantes do Sindicato dos Policiais Civis e Agentes Penitenciários, deputados da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa, o líder do governo Edvaldo Holanda (PSH) e a Secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal se reúnem para mais uma rodada de negociações. A reunião está marcada para às 18h, na Casa Civil.
Segundo César Bombeiro, representante dos agentes penitenciários, o ponto mais polêmico das negociações é o reajuste salarial da categoria que quer um aumento de 30% sobre o salário.
- O governo ainda não fez nenhuma proposta de aumento. Nós também queremos a realização de concurso público para agentes e inspetores penitenciários e que o pagamento do auxílio-alimentação, que é de R$ 294 seja estendido aos servidores administrativos. Esperamos que haja bom senso por parte do Governo do Estado porque ninguém gosta de fazer greve, pois quem fica prejudicada é a sociedade", argumentou.
No Maranhão existem 434 agentes penitenciários, 70% deles estão em greve. Nas quatro unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde desde o início da greve a segurança tem sido feita por policiais militares e bombeiros. O clima é tranquilidade.
Os grevistas realizam nesta terça-feira, às 8h30, Assembléia Geral, em frente ao Plantão Central da RFFSA, para que sejam apresentadas as propostas do Governo. Na ocasião, os policiais decidirão se termina ou não a greve.