08/07/2008 - 10h42 Atualizada em 08/07/2008 - 10h57 Folha Online
A greve de funcionários dos Correios, que começou na última terça-feira, já fez com que mais de 50 milhões de objetos não chegassem aos seus destinatários, informou a assessoria de imprensa da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos). Segundo a empresa, 35% dos carteiros de todo o Brasil estão de braços cruzados.
Na manhã desta segunda, a audiência de conciliação entre o sindicato e os Correios foi suspensa sem uma definição sobre a greve. Com isso, a paralisação continua em 23 Estados mais Distrito Federal.
O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs intermediar pessoalmente a negociação mediante a volta de todos os funcionários da empresa ao trabalho. Duas reuniões semanais, de acordo com a proposta, seriam realizadas até o fim de julho entre as partes. Porém, Correios e sindicalistas não chegaram a um acordo, e a audiência no TST será retomada no próximo dia 15.
A categoria reivindica, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o cumprimento integral de um acordo assinado em novembro de 2007. Os principais pontos não cumpridos seriam a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros.
Por sua vez, os Correios afirmam que o compromisso foi cumprido e mantêm o posicionamento de cortar o ponto dos grevistas.
Por meio de nota enviada à imprensa, os Correios afirmam que "a ECT empenhou todos os esforços no sentido de atender as reivindicações de seus empregados". "Os Correios contam, agora, com o bom senso de seus empregados para que retornem ao trabalho, mantendo os interesses da sociedade acima dos interesses pessoais."
Retomada Como não houve acordo sobre o fim definitivo da greve, fica mantida a liminar do TST que determina que pelo menos 50% dos funcionários dos Correios retomem o trabalho, sob pena de multa diária de R$ 30 mil pelo descumprimento.
Em São Paulo, que possui um quinto de todos os carteiros do país, 17% estavam parados até aquele dia. Em Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, esse percentual passava dos 50%.