08/08/2008 - 11h04 Atualizada em 08/08/2008 - 11h56 Efrém Ribeiro
Jornal Meio Norte / meionorte.com
O teresinense deve ficar ainda mais um tempo sem conbustível. Essa semana, um atraso no atracamento de um navio no Porto de Itaqui, em São Luís-MA deixou Teresina sem gasolina. Na próxima semana, o produto continuará em falta. Desta vez por conta da greve do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Ferroviária do Estado do Piauí que foi aprovada na manhã de ontem. A Assembléia decidiu pelo indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da 00h do próximo dia 12. A reunião aconteceu no pátio da Rede Ferroviária do Nordeste, em Teresina.
Dos trabalhadores presentes, 98% votaram a favor da proposta. Na pauta de reivindicações, está a redução da jornada de trabalho; a readmissão
de 19 trabalhadores demitidos entre maio e agosto deste ano; piso salarial de R$ 580, ticket alimentação no valor de R$ 360, auxílio creche de R$ 180, além de reajuste de 55,56% referente as perdas salariais acumuladas entre os anos de 1998 e 2005 e maior amplitude do
plano de saúde, que atualmente só beneficia os trabalhadores da capital.
Segundo o presidente do Sindicato, Claudionor Ferreira, as demissões foram uma forma de retaliação à categoria. “No nosso entender, as
demissões foram uma de retaliação da empresa, porque não retiramos o dissídio coletivo da justiça. Eles querem nos amedrontar”, destaca.
Nesta semana, quem procurou combustível nos postos de gasolina teve que voltar para casa de tanque vazio. Em alguns estabelecimentos, a gasolina comum esteve em falta por mais de 12 horas. A previsão do sindicato dos postos de gasolina é que o problema deveria ser regularizado na próxima segunda feira. Isso porque o combustível
que abastece a capital está chegando em pequenas quantidades, via rodoviária, através de caminhões.
Tudo bem, essas coisas acontecem. O que não pode é um estado ter uma costa marítima de 66km e não ter um porto para receber e exportar produtos.
Agora a gente fica dependendo da boa vontade de nossos vizinhos.