04/12/2008 - 08h13 Viviane Menegazzo
Jornal Meio Norte
Com a inauguração do Hospital de Urgência de Teresina Dr. Zenon Rocha (HUT) em maio deste ano, todo o atendimento médico de urgência e emergência de Teresina foi transferido do Hospital Getúlio Vargas (HGV) para o novo hospital. Apesar de ter uma estrutura muito maior que a do HGV, cerca de 1.350 funcionários, sendo 344 médicos e 141 enfermeiros, e capacidade de 289 leitos e 26 UTIs, a equipe do HUT tem tido dificuldades para atender a toda a demanda que chega ao hospital.
Segundo Gilberto Albuquerque, diretor técnico do HUT, normalmente são atendidos cerca de 250 pacientes por dia. “Desde que o hospital foi inaugurado estamos atendendo em capacidade máxima e ainda assim, fazendo o possível para conseguir atender a todos que chegam até aqui precisando de cuidados médicos”, afirma.
Ele explica que o excesso de demanda enfrentado pelo HUT desde sua inauguração é conseqüência da falta do atendimento primário nos municípios do interior e nos bairros. “Deveríamos estar trabalhando de forma integrada com os hospitais do interior e dos bairros de Teresina, mas isso não aconte-
ce. Estamos recebendo muitos casos simples, principalmente do interior, ainda mais agora depois das eleições. Isso comprova que nestes locais não está sendo realizado o atendimento primário”, explica.
Na sala de triagem, onde os pacientes recebem o primeiro atendimento, as ma-
cas se acumulam. São em média 20 a 30 macas entrando e saindo do setor a cada hora. Segundo Gilberto
Albuquerque, a espera neste setor do hospital pode chegar até a seis horas. “Aqui é onde os pacientes recebem o primeiro atendimento. A partir daí é verificado se eles esperam para atendimento no próprio hospital, se são remanejados para outra unidade de atendimento, ou se serão liberados. O atendimento é feito de acordo com a gravidade do caso, pois a situações mais graves recebem prioridade”, diz.
Apesar de ser o primeiro ano em que o hospital estará funcionando no período natalino, a direção do hos
pital já espera um incremento na demanda devida às festas de final de ano.
“Este período é marcado por um aumento no número de acidentes, por isso já esperamos um incremento na demanda. Por isso, reforçamos, mais uma vez, para população a necessidadde buscar primeiro o atendimento nos hospitais debairro”, explica.
Muita gente não sabe. mas a cheia nos hospitais de teresina tem como ponto agravante, o fato de que nossa capital recebe grande numero de doentes de outros estados como PA e MA. Acho que a verba para a saude publica do piaui ao ser liberada, deveria ser acrescida de um valor maior, para suprir essa demenda. Como diazia minha vò, para esse caso, o dono do cavalo viaja na garupa.