Tudo foi com o consentimento dela. Se vocês forem olhar as gravações, se vocês forem realmente investigar, vocês vão ver que ela mesma ia lá fazer os pagamentos. Eu não fiz nada sem o consentimento dela.” A declaração é da universitária Lara França da Rocha, 21, acusada de provocar, por meio de um incêndio criminoso, a morte da sua mãe adotiva, a anciã aposentada, Iracema Carvalho Lima, 78.
Em entrevista a uma emissora de TV local, Lara negou a acusação de ter utilizado, sem permissão, o cartão de crédito da mãe e realizar compras que somaram cerca de R$ 18 mil. Lara também afirma que tentou salvar a mãe quando o quarto em que ela dormia estava em chamas.
“Ouvi um barulho e senti um cheiro muito forte. Eu chamei por ela, chamei por ela´, repetiu Lara, chorando sem parar enquanto era entrevistada.
O caso ocorreu na madrugada do dia 23 de julho último, no apartamento onde mãe e filha moravam, situado no bairro de Fátima.
A universitária (aluna dos cursos de Jornalismo e Letras) nega também que a mãe adotiva recriminasse sua opção sexual. Segundo ela, quando a mãe soube que a filha era homossexual, pediu-lhe um tempo para se adaptar à ´novidade´. “Ela recebia em casa os meus amigos”, garantindo que seu relacionamento com a mãe era de muito afeto.
Capturada
A universitária foi presa, na manhã de sexta-feira passada, quando se encontrava na casa de uma amiga, na Praia do Futuro. Sua prisão preventiva foi decretada pela Justiça a pedido do delegado José Munguba Neto, titular do 4º DP (Pio XII), responsável pelas investigações do crime.
Lara continua recolhida numa cela da ala feminina da Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), no Centro), e será encaminhada ao Presídio Feminino até sexta-feira próxima.