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Juro não pesa na decisão de compra

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Juro não pesa na decisão de compra

Foram ouvidas 1.007 pessoas, sendo 49% homens e 51% mulheres, durante o mês de agosto.

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28/08/2008 - 11h39
fonte Estadão



O paulistano não presta atenção nos juros quando parcela suas compras, embora tenha a percepção de que eles são altos no Brasil. Também está usando mais o cartão de crédito do que o carnê do crediário para obter financiamentos e, apesar de recorrer com freqüência às compras a prazo, não se considera endividado. As conclusões são de um estudo encomendando pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao instituto de pesquisa Toledo & Associados, com o objetivo de traçar o perfil dos endividados na capital paulista e o consumo de produtos financeiros e de crédito. Foram ouvidas 1.007 pessoas, sendo 49% homens e 51% mulheres, durante o mês de agosto.

Embora 70% das pessoas que financiaram suas compras não saibam dizer o valor das taxas que foram cobradas, 87% dos paulistanos consideram os juros altos no Brasil e 81% acham que a taxa de juros cobradas pelas lojas é elevada. Segundo o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, o resultado da pesquisa não surpreende. "Existe a percepção entre os consumidores paulistanos de que se perde dinheiro com os juros altos, mas na hora de adquirir um bem a preocupação é se a parcela cabe no orçamento." Segundo Solimeo, a recente alta na taxa básica de juros da economia - para 13% - não afugentou os consumidores do crediário, por causa do alongamento dos prazos para pagamento.

O estudo concluiu também que o paulistano se endivida mais com prestações de bens do que com empréstimos bancários: apenas 17% dos entrevistados tomou empréstimos recentemente. E o cartão de crédito, seja de lojas ou de grandes administradoras, já toma espaço do velho carnê do crediário em São Paulo: 54% utilizam o cartão para parcelamento de compras, enquanto 45% financiam por meio de carnês. Segundo Solimeo, a preferência pode ser explicada pela facilidade de se obter crédito no comércio, por meio de cartões de loja. "Mas acredito que seja pontual, uma vez que o carnê ainda é bastante utilizado entre as classes de renda mais baixa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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