Como se já não bastasse a saúde ser um dos grandes problemas enfrentados pelos fortalezenses, mais um agravante tem se apresentado: a ausência de macas, que impedem que as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) façam atendimentos na Capital.
De acordo com Messias Simões dos Santos Neto, coordenador de plantão e do núcleo de ensino do Samu, isso acontece porque ao deslocarem os pacientes para os hospitais, muitas vezes, as macas ficam retidas com as vítimas nas dependências da emergência da unidade. Esta, por sua vez, encontra-se superlotada, necessitando das macas do Samu para que os primeiros socorros sejam realizados. Como frisou, aliás, essa situação é comum ao Brasil inteiro.
Para se ter uma idéia, segundo o coordenador do Samu, no último domingo, dia 24, das 22 unidades móveis de serviço básico e avançado que dispõe na Capital, 13 macas ficaram retidas somente no Instituto Doutor José Frota. Por conta disso, quatro ambulâncias não puderam circular por cerca de duas horas. “Temos macas reservas e fazemos um revezamento. Entretanto, quando são muitas retidas prejudica o atendimento. Até porque, em média, cada ambulância faz duas remoções a cada uma hora”, explica.
Conforme detalhou, assim como o IJF, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) também é uma das unidades de saúde na Capital que recebe uma grande demanda, inclusive do Interior. Com leitos e macas do próprio hospital ocupados, a solução é utilizar as que chegam. Tanto que ontem, conforme o Samu, até as 15h20, duas macas do serviço estavam com pacientes no Hospital Geral.
“Quando o Samu traz a vítima, não tenho onde colocá-lo. Por isso, ela é obrigada a ficar na maca até que outro paciente seja transferido para outra unidade de saúde, surja nova vaga em um leito ou em outra maca”, justifica a diretora geral do HGF, Níobe Barbosa.
De acordo com Wandemberg Rodrigues, superintendente do IJF, o mesmo acontece com o popular Frotão. Como disse, é possível que, diante da lotação da emergência, o paciente fique na maca na qual foi trazido até que seja encontrada uma nova acomodação para ele. Como relatou, as macas não ficaram muito tempo no hospital nesse fim de semana, pois o Samu não procurou a direção da unidade.