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Maior produtora de melão aposta no Ceará

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Maior produtora de melão aposta no Ceará

A Nolem, responsável por 40% do melão exportado pelo País, emprega 1,7 mil pessoas somente no Ceará

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24/08/2008 - 14h28
fonte Diário do Nordeste www.diariodonordeste.com.br



A maior produtora e exportadora de melões do Brasil quer crescer ainda mais. E tem tudo para chegar lá, driblando a burocracia, o aumento de custos de produção e tantos outros gargalos que o empresariado sabe de cor. Trata-se da Nolem (do inglês melon, lido de trás para frente), empresa criada pelos irmãos André, Eduardo e Marcelo Gadelha, que trocaram as praias cariocas pelo semi-árido nordestino, em busca de oportunidades na fruticultura. Hoje, a Nolem responde por 40% do melão exportado pelo País.

´Este ano, vamos produzir 7,5 milhões de caixas de melão e melancia, das quais 1,5 milhões a 2 milhões ficam no mercado interno´, afirma Marcelo Gadelha, que abriu uma brecha na concorridíssima agenda para atender à reportagem, na sede da empresa, em Mossoró. São oito mil hectares plantados no Rio Grande do Norte e Ceará. Terras que, em plena safra [no caso do melão, dependendo do tipo, vai de agosto a março] chegam a empregar 2,8 mil trabalhadores. Na entressafra, o número fica em 1,8 mil.

Empresa altamente tecnificada — possui parque frio para armazenagem com capacidade para 1.100 pallets; estrutura de galpões, incluindo packing, apoio, armazenagem e estoque, totalizando 34.500 metros quadrados — a Nolem ajudou a transformar os municípios de Mossoró e Baraúna e os da região vizinha do Baixo Assu em um dos maiores pólos de fruticultura do Nordeste.

Marcelo Gadelha explica que a Nolem atua no Ceará em três unidades: Terra Nova, em Quixeré; Nova Esperança, no Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas (1.800 hectares arrendados); e na Fazenda Flamengo, na divisa do Ceará com o Rio Grande do Norte. Foi em terras alencarinas que a empresa resolveu apostar numa joint venture (associação) com a norte-americana Fyffes, voltado-se exclusivamente para a produção de bananas para o mercado internacional. No Estado, os empregos diretos chegam a 1,7 mil.

´Produzimos no Ceará 12 variedades de melão´, comenta. Para Gadelha, o governo cearense tem feito uma boa política de incentivo à fruticultura. ´Tanto que estamos apostando no tabuleiro de Russas e fazendo parcerias´.
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