20/08/2008 - 07h46 Carolina Durães
Jornal Meio Norte
O ministro da saúde, José Gomes Temporão, chega a Teresina amanhã e anuncia o lançamento do Centro Materno-Infantil e Adolescente, que pretende unificar a Maternidade Dona Evangelina Rosa e o Hospital Infantil Lucídio Portela. As obras, avaliadas em mais de 28 milhões de reais, com recursos do Governo do Estado e do Ministério da Saúde, devem começar logo após as eleições.
Um projeto ousado, que pretende reunir maternidade, hospital infantil, centro de apoio aos adolescentes, área de lazer e ainda um museu da saúde no Estado, que é referência em todo Brasil. Além de ampliar a estrutura dos eixos, maternidade e atendimento infantil, o projeto pretende qualificar o atendimento de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
A expectativa de conclusão é de até três anos após o início das obras. O centro vai ocupar o espaço onde hoje é a maternidade e ainda, o Instituto de Perinatologia, localizado ao lado da maternidade. “Vamos construir para cima e otimizar este espaço”, explicou o diretor da Evangelina Rosa, Francisco Passos.
As principais mudanças são referentes á melhoria nas condições de atendimento. Segundo Francisco Passos, tanto a maternidade quanto o Hospital Infantil chegaram ao limite máximo de ampliação. “São estruturas antigas que não permitem o crescimento”, acrescenta. Com o projeto, o número de leitos vai subir de 360 para 400, somente na maternidade.
No entanto, a ampliação das vagas não é o principal objetivo da unificação. A nova estrutura vai permitir um planejamento estratégico no atendimento tanto da mãe quanto do recém nascido. Atendendo à uma exigência do Ministério da Saúde, através do programa “Parto Humanizado”, as enfermarias terão, no máximo, quatro leitos, aumentando assim, a privacidade dos pacientes.
Além disso, serão criados acomodações para os acompanhantes, bem como banheiros privativos exclusivos para as enfermarias. “Hoje temos salas com dez leitos. Se colocarmos um acompanhante para cada pessoa, teremos uma superpopulação nas enfermarias”, explica Francisco Passos. Atualmente, os banheiros são coletivos e os acompanhantes dispõem apenas de uma cadeira. (C.D).