O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, enviou, hoje, à Duma (Câmara Baixa russa) uma proposta de emenda constitucional para aumentar de quatro para seis anos o mandato presidencial, informou o Kremlin em comunicado. A proposta, que foi antecipada em discurso, foi recebida com surpresa e levantou preocupação na comunidade internacional. Na última quinta-feira (6), o jornal russo "Vedomosti" antecipou que Medvedev faria a proposta, mas segundo oficiais anônimos ouvidos, a mudança constitucional serviria para convocar novas eleições em 2009.
A intenção seria que o primeiro-ministro Vladimir Putin concorresse novamente com fortes chances de vencer. A antecipação das eleições e o favorecimento de Putin com a medida foi negada pelo governo. Caso a proposta enviada ontem seja aprovada pelos congressistas, o presidente que for eleito nas próximas eleições presidenciais previstas para 2012 poderá permanecer no poder até 2024, já que a proposta contempla também a reeleição. Com isso, Putin, que tem forte popularidade na Rússia, caso ganhasse poderia se manter no poder por mais 12 anos.
Putin, que presidiu a Rússia de 2000 até maio deste ano, deixou o cargo presidencial por causa da limitação constitucional que proíbe um terceiro mandato. Ele se tornou primeiro-ministro e conseguiu eleger seu sucessor, Medvedev, para a Presidência. Ele ainda é considerado como quem dá as regras no governo russo. O ex-presidente sempre se negou a modificar a Constituição, especialmente no que se referia a permitir três mandatos presidenciais consecutivos, com o argumento de que essa reforma poderia pôr em risco a estabilidade do país.
Medvedev também enviou à Duma emenda para aumentar de quatro para cinco anos a legislatura da Câmara Baixa. Outra das propostas enviadas é a de submeter a gestão do Gabinete de Ministros, atualmente liderada por Putin, ao controle do Legislativo. Segundo esse projeto de lei, o governo deverá expor anualmente perante à Duma os resultados de sua gestão e também responder às questões colocadas pelos deputados. Para muitos analistas, no entanto, a concessão de maior tempo e poder para os parlamentares também favorece Putin, cujo partido, a Rússia Unida, tem ampla maioria no Congresso.
Estratégia boa à do primeiro ministro russo Vladimir Putin, o mundo precisa dele na presidência da Russia de novo para se contrapor, a expansão imperialista norte-americana.