O presidente russo, Dmitri Medvedev, viajou, hoje, a Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte, para se reunir com altos comandantes do Exército russo e condecorar os militares que combateram as tropas georgianas. A Rússia anunciou, hoje, que suas tropas começaram a se retirar da Geórgia , mas as autoridades de Tbilisi negaram a informação e acusaram Moscou, inclusive, de aprofundar seu avanço em território georgiano.
"O que fizeram os dirigentes georgianos excede os marcos da razão. Seus atos não podem ser explicados, mais ainda, deixados impunes", disse Medvedev em seu discurso às tropas russas, segundo as agências russas. O líder russo também se reuniu com os altos comandantes militares do Exército 58 do Cáucaso, cujas unidades foram mobilizadas na região separatista da Ossétia do Sul, vizinha à Ossétia do Norte, para combater o Exército georgiano.
"A Rússia fará todo o possível para garantir a paz e a estabilidade na Ossétia do Sul . Que ninguém tenha a mais mínima dúvida", afirmou o presidente. Medvedev disse que a Rússia não deixará "sem castigo" as ações militares da Geórgia, à qual voltou a acusar de buscar o "extermínio do povo ossetiano".
"A comunidade internacional se deu conta da existência de monstros políticos capazes de assassinar gente indefesa", afirmou. O presidente russo elogiou os militares por "salvar um grande número de vidas" entre os cidadãos russos, já que a maioria da população da Ossétia do Sul tem cidadania russa. Medvedev condecorou 30 militares, 16 deles oficiais e os outros sargentos e soldados.