De um lado, um plano de reestruturação que deverá culminar na demissão de 6 mil empregos na Europa (4 mil na França). Do outro, o sorriso do número um do Grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, ao apresentar oficialmente, na abertura do Salão do Automóvel de Paris, a terceira geração do Mégane – a esperança da Renault para recuperar as vendas na região.
Problemas econômicos à parte, o setor da montadora francesa que tem sofrido é o comercial, tanto é que muitas das demissões serão neste departamento. Isso porque as vendas do luxuoso Laguna foram muito abaixo das expectativas e o novo Twingo não coseguiu fazer frente ao concorrente Fiat 500.
Por isso o novo Mégane (hatch e cupê) chega de maneira “emergencial” com visual totalmente renovado. Em 2004 e 2005 o modelo foi o mais vendido no mercado europeu.
O carro tem 4,3 metros de comprimento e porta-malas de 405 litros. A nova geração traz seis tipos de motorização, uma versão é a 1.4 turbo a gasolina, com potência de 130 cavalos, e outras cinco opções a diesel, de 85 cv a 130 cv. Segundo o fabricante, o carro é oito quilos mais leve que o modelo anterior. Por enquanto, não há informações oficiais de quando o novo Mégane poderá chegar ao Brasil.
Ghosn também apresentou o Laguna Coupé - visto pela primeira vez na versão final no Festival de Cannes -, a minivan Kangoo Be Bop, que traz um ar mais jovem, e o protótipo elétrico ZE, de “Zero Emission”.
Dacia mostra perua Logan Na linha popular da divisão romena a Renault, a Dacia trouxe a nova versão da perua Logan MCV. Em versões para cinco e sete passageiros, o carro manteve os padrões de estilo e de tamanho, que marcam a linha Logan. A gama vem com motores 1.5, 1.4, 1.6 e 1.6 16 válvulas. Eufóricos com o visual só ficaram mesmo a meia dúzia de romenos que estavam presentes no lançamento, quando a capa protetora foi retirada. Pelo menos, na Europa, a perua vem equipada com freios ABS e EBD.