27/11/2008 - 09h13 Atualizada em 27/11/2008 - 09h25 Carolina Durães
Jornal Meio Norte
É só chegar o período natalino para que eles apareçam. Nas ruas do cen-
tro da cidade e até mesmo nos shopping centers de Teresina, os pedintes aproveitam a época de maior sensibilização do ano para pedir esmolas. O último levantamento realizado pela Secretaria Municipal do Trabalho,
Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS), constatou 89 pedintes atuando em Teresina. Destes, cerca de 75% têm residência fixa no município de Timon- MA.
Já em relação às crianças, a situação é ainda pior. Das cinco crianças pedindo esmolas encontradas no centro da cidade, todas são do municí-
pio vizinho. Do total de mendigos registrados, apenas 35 são de Teresina.
Os dados são resultantes das abordagens de rua realizadas pelos Agen-
tes de Proteção Social- APS. De acordo com a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, Mayra Veloso, já foi feito um contato com o município de Timon para que a Secretaria de Assistência Social tome um posicionamento acerca dos pedintes que migram para a capital teresinense.
A situação é ainda mais grave porque a minoria dessas pessoas pede esmolas para para sobreviver. De acordo com Mayra Veloso, há
registros de pessoas que pagam um empregado para cuidar dos filhos enquanto pedem esmolas na rua. Isso indica que estas pessoas encaram o hábito de pedir esmolas como fonte de renda. “Eles se referem à mendicância como trabalho”, explica a coordenadora. Outro dado alarmante é que a maioria dos pedintes tem casa própria e vai para a rua apenas para conseguir dinheiro com doações ou por ter uma família desestruturada.
Em relação aos moradores de rua, o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, autorizou a abertura de um albergue no centro da cidade para abrigar adultos que moram nas ruas no período da rua. O albergue também vai oferecer alimentação.