O mercado aguarda para esta terça-feira (25/11) um novo anúncio do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a implementação de um segundo pacote econômico de ajuda financeira ao país. Durante encontro com jornalistas na segunda (24/11), Obama prometeu a rápida execução de um pacote para tentar "dar um empurrão" na fragilizada economia americana.
Barack Obama não quis dar mais detalhes sobre o segundo pacote, mas há rumores entre sua equipe econômica de que poderia chegar a US$ 700 bilhões – como o primeiro pacote anunciado pelo presidente George W Bush. O jornal “The Washington Post” já havia indicado que o total estaria em torno desse número.
Segundo cálculos da emissora americana CNBC, o governo gastou ou se comprometeu a gastar com as operações-resgate mais de US$ 4,6 trilhões. O total inclui os US$ 326 bilhões da segunda. Somados, os recursos representam um terço do Produto Interno Bruto (PIB) americano.
É mais do que o dobro do que país gastou com a Segunda Guerra Mundial (US$ 2 trilhões em dólares ajustados), quase metade da dívida pública norte-americana (US$ 10,6 trilhões), pouco menos de dez vezes o total gasto na Guerra do Iraque até agora (US$ 600 bilhões).
Obama confirmou que ao tomar posse no dia 20 de janeiro, sua primeira medida será assinar um pacote de estímulo fiscal, que a bancada democrata promete entregar em sua mesa já no dia da posse.
“O que for necessário”
Durante a entrevista coletiva em que anunciou sua equipe econômica, Obama afirmou que em função do tamanho da crise, é necessário que os Estados Unidos discutam a tomada de ações conjuntas com outros governos.
"Nós faremos o que for necessário para empurrar a economia de volta a seu lugar", disse. "Nossos mercados financeiros estão sob pressão. Mas, ao mesmo tempo em que não podemos subestimar estes desafios, não podemos subestimar nossa capacidade de superá-los".
Em um pronunciamento transmitido pelo rádio no último sábado, ele afirmou que pretende criar 2,5 milhões de empregos nos Estados Unidos por meio de investimentos em infra-estrutura.
Se for aprovado, o pacote bilionário seria um dos maiores planos de gastos públicos para estimular a economia desde a política do "New Deal" do presidente Franklin Roosevelt após a crise financeira de 1929.