Duas mulheres viveram momentos de medo e tensão, ontem, ao serem feitas reféns por três homens armados, em uma casa situada na Avenida Barão de Studart, 1080. Segundo a Polícia, o local funcionava como um ‘quartel-general’ para aplicação dos golpes do grupo.
Eles fingiam interesse na prestação de serviço por parte das vítimas, como decoração e aluguel do imóvel. Mas quando elas chegavam na casa viravam prisioneiras e tinham todos os seus objetos pessoais, como dinheiro e cartões magnéticos roubados pelos bandidos.
Na manhã de ontem, J.O., 33, que trabalha em uma imobiliária e a arquiteta J.S., 26, foram as últimas vítimas do grupo. Eles ligaram para as duas mulheres pedindo que as mesmas fossem até a casa.
Para a primeira, os golpistas marcaram um encontro às oito horas da manhã. Eles disseram que tinham interesse em alugar o imóvel.
Já para a segunda vítima, os criminosos pediram que ela fosse ao local ao meio-dia para fazer um orçamento de decoração e ambientação. Eles disseram a ela que lá funcionaria um comitê eleitoral.
Mas, para a surpresa das duas mulheres, ao chegarem na residência foram surpreendidas pelos bandidos. Em seguida, amarradas e amordaçadas, enquanto os homens roubavam seus pertences e faziam saques com seus cartões.
A primeira a ser aprisionada foi J.O.. Mais tarde, por volta das 12 horas, foi a vez de J.S., que ao chegar à casa ficou presa juntamente com a corretora de imóveis.
As duas ficaram na casa com apenas um dos três homens, enquanto os outros dois saíram para efetuar saques com seus cartões. Aproveitando uma distração do criminoso, J.S. conseguiu fugir e chamou a Polícia. Cerca de 30 policiais foram até o local, mas ao chegar, eles já tinham fugido. As buscas foram feitas nos arredores, mas ninguém foi preso.