04/08/2008 - 10h42 Djalma Batista
Jornal Meio Norte
O estereótipo das oficinas mecânicas sujas de graxa, com pôsteres de mulheres sem roupa na parede e com mecânicos que usam a linguagem baseada na “rebimboca da parafuseta” começa a ficar no passado no
Piauí. Com a evolução das novas tecnologias de fabricação de veículos, os cuidados que os carros exigem também se transformaram. No novo cenário, as e mpresas que operam no setor tiveram de reformular conceitos de assistência e atendimento.
Em Teresina, é cada vez mais comum o surgimento de oficinas mecânicas que competem no mercado com a aparência de hospitais, nas quais os pacientes têm quatro rodas e são queridos pelos clientes como um ente familiar. “O mecânico é o médico do carro. É importante que o cliente diga para ele, passo a passo, o problema pelo qual o veículo está passando, para que o mecânico possa diagnosticar o conserto”, garante Marcelo Leite, gerente de serviços da oficina mecânica de uma concessionária de veículos.
A tecnologia dos carros modernos, sejam eles populares ou de luxo, mudaram o panorama das oficinas. Apesar de muitas oficinas de
bairro ainda se manterem ativas, os motoristas agora tendem a preferir a segurança das grandes mecânicas.
“A partir do momento em que o carro se tornou um meio de manter a segurança, os proprietários têm mais cuidado e procuram a melhor oficina para colocálo”, avalia Clauf Gonçalves Liberato, gerente de uma outra empresa do setor. De acordo com ele, até mesmo a estrutura física das
oficinas hoje prima para que o cliente tenha uma melhor visibilidade do problema do carro.
Acrescentou que a oficina é toda aberta, permitindo que o motorista veja tudo de perto. Assim, segundo Clauf, o mecânico identifica o que está errado, mostra as opções que o cliente tem, discute com ele o orçamento do serviço. “Tudo é feito com o cliente próximo”, acrescentou. Por trás de uma maior comodidade nas oficinas mecânicas modernas da capital
está um alto investimento em maquinaria especializada.
Segundo Leite, o aparelho conhecido como VAS, responsável pela análise da parte elétrica e eletrônica do veículo sem necessidade de retirada
de peças, custa cerca de R$ 40 mil. Além disso, para cada máquina adquirida, há uma necessidade de treinamento de mecânicos que
possam manuseá-la. “Quando você compra a máquina, a fábrica já garante um treinamento”, explica Leite.