05/04/2008 - 15h15 Atualizada em 05/04/2008 - 15h20 O Imparcialwww.oimparcial.com.br
Os prefeitos presos pela Operação Rapina II desencadeada pela Polícia Federal na última quarta-feira deverão continuar assim por mais alguns dias. Até o fechamento desta edição, os advogados de Perachi Roberto Moraes e Domício Gonçalves, gestores de Marajá do Sena e Centro Novo do Maranhão, respectivamente, não haviam conseguido habeas corpus.
E a situação dos gestores municipais se complicou porque o Tribunal Regional Federal da 1ª Região acatou o pedido de prisão em flagrante feito pela Polícia Federal. Essa é uma decisão inédita. É a primeira vez que a justiça federal aceita o flagrante de prefeitos por desvio de verbas.
Até a próxima semana, a Polícia Federal deve intimar seis prefeitos e mais três presidentes de Câmara de Vereadores para depor sobre os documentos encontrados pela PF durante a Operação Rapina II no escritório H.L. Macêdo, que “fabricava” documentações para a prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado e da União.
São 11 municípios – entre prefeituras e Câmaras Municipais – que o escritório de contabilidade H.L. Macêdo prestava serviços. Olho D’Água das Cunhas, Alcântara, Paraibano, Cândido Mendes, Passagem Franca, Viana, São Roberto, Magalhães de Almeida e Carutapera são os outros municípios que constam documentações apreendidas pela PF.
Os prefeitos e presidente de Câmara serão indiciados para serem ouvidos sobre os possíveis envolvimentos de fraude de prestação de contas. “Indiciá-los não significa que eles (prefeitos e presidentes dos legislativos municipais) sejam culpados. Queremos apenas ouvi-los e saber qual o envolvimento desses municípios com o escritório de contabilidade”, disse o delegado Pedro Meireles.
Devido ao cargo, os prefeitos e os presidentes de Câmara poderão marcar o dia do depoimento. O delegado descartou a possibilidade de prisões preventivas.