09/10/2008 - 09h43 Atualizada em 09/10/2008 - 09h52 Carlos Rocha
Jornal Meio Norte
O presidente estadual da Assembléia Legislativa Themístocles Filho (PMDB) dedicou-se ontem a ser um “bombeiro” para apagar o incêndio no PMDB. O parlamentar pediu calma aos companheiros de partido que exigem um comando mais efetivo e atribui a isso a redução do número de prefeituras ocupadas pelo partido. O próprio presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva entrou em campo para minimizar as críticas dos parlamentares do partido.
Para o deputado Themístocles Filho é preciso o partido ouvir a opinião pública. “Quem decide em política é o eleitor. Temos que ouvir o que a opinião pública diz. Cada homem e mulher filiado ao PMDB é importante. Cada vereador, cada deputado estadual e cada deputado federal, senador”, disse o parlamentar.
A respeito das críticas dos deputados estaduais peemidebistas Moraes Sousa Filho e João Mádison sobre a falta de comando do PMDB, Themístocles defendeu a conversa. Para o presidente da Assembléia
Legislativa, o importante é que hajam conversas para discutir o futuro do partido e não que os problemas sejam levados para a mídia.
“Nós precisamos é conversar mais internamente. Saímos de uma eleição.
Há alguns problemas, e espero que com o passar dos dias a gente volte a calmaria”, destacou o parlamentar. Em 2004, o PMDB saiu das
urnas com 20,18% das prefeituras piauienses e em 2008 os resultados apontaram que 18,28% dos prefeitos piauienses são do partido.
Themístocles Filho destaca que mesmo com a redução o partido ocupa prefeituras importantes. “Em número de votos o maior partido do Brasil é o PMDB. Temos que olhar as prefeituras estratégicas do PMDB, como Picos e Barras”,disse o parlamentar. O presidente da Assembléia considera que a
população vota de maneira diferente para cada esfera de poder. “O povo vota para prefeito de um jeito, para governador de outro jeito e para
presidente de outra e quem não entende isso tem problemas”, comentou.
Sobre o assunto o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto
Silva (PMDB) pediu calma, mas também fez críticas aos parlamentares que criticam a falta de comando do partido. “Eles sempre foram de uma ala divergente e não deixamos de andar junto. O sobrinho do Mão Santa deve
se acomodar como faz o Themístocles”, destacou o deputado federal.
Ainda com relação ao PMDB, é necessário que o partido se defina se é oposição ou se é governo, este discurso híbrido é que está acabando com o partido, além do mais o Presidente Eterno Sampaio, só pensa nele, já teve problemas com todo mundo: Mão Santa, Alberto Silva, etc. e etc., está na hora de uma definição, ou se fica escondido atrás de PT, PTB ou PSB e marca sua setença de morte, ou vai para a frente de batalha com espírito de Ulisses Guimarães, o que não pode é continuar assim.
Ulisses -
10.10.2008 - 11:00h
O PMDB foi o partido que mais lutou contra a didatura militar, foi o partido que mais lutou contra as oligarguia em nosso Estado, nós devemos ao PMDB o exercício pleno da Democracia que hoje temos. Entretanto dói, ver que hoje tem muita gente mandando e apenas por vaidade ou pretensões particulares. Depois que viçiou-se em Palácio de Karnak o partido perdeu sua identidade e deixou de ser uma bandeira de lutas, vão pelo caminho mais fácil, o importante é continuar nos corredores do Karnak.