BRASÍLIA - Nos dois primeiros meses de vigência da lei seca, o Brasil economizou R$ 48,4 milhões com a redução dos acidentes fatais nas rodovias federais. O Estado com a maior economia foi São Paulo, com R$ 11,5 milhões a menos de despesas com acidentes, seguido da Bahia, de Minas Gerais e do Distrito Federal. Dados da Polícia Rodoviária Federal, divulgados hoje, mostram que, de 20 de junho, quando a lei passou a vigorar, até hoje, o número de acidentes com mortos caiu 13,6% na comparação com o mesmo período de 2007.
Nos dois meses após a sanção da lei, o número de acidentes com vítimas fatais baixou de 998, em 2007, para 862 em 2008. A quantidade de ocorrências com feridos também caiu - de 12.384 feridos em 2007 para 12.174 em 2008. A cada morte evitada no trânsito, o governo economiza R$ 467 mil e cada acidente a menos com feridos significa uma economia de R$ 96 mil, conforme contabilidade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A economia envolve a redução de custos com a remoção das vítimas, o atendimento pré-hospitalar, a internação e o atendimento médico, a remoção dos veículos e a permanência nos pátios da política e os gastos com deslocamento e treinamento de policiais para lidar com esses acidentes.
Pela nova lei, o motorista flagrado com dois decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido no bafômetro recebe multa de R$ 957,70, perde a habilitação e tem o veículo apreendido. Se o exame mostrar 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido, o motorista responde criminalmente e pode ser punido com até três anos de prisão. Com informações da Agência Estado.