30/04/2008 - 12h24 Efrém Ribeiro
Jornal Meio Norte / meionorte.com
Os preços estão aumentando com uma velocidade que espanta até os economistas. Imagine o consumidor que desconhecia a cultura inflacionária ou a escalada da inflação há 15 anos.
O aumento dos preços está criando situação curiosa. O preço do quilo do pão francês está custando R$ 7,50 em Teresina e o preço do quilo da carne bovina, acém, no Mercado Central da capital piauiense está custando a R$ 7.
Para se ter uma idéia mais clara, com o valor que se compra 1 quilo de pão, dá para se adquirir 2 quilos de carne na rola. O economista Sebastião
Carlos Rocha Filho, assessor técnico da Fundação Cepro (Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí), disse que em março o preço
médio do óleo comestível era R$ 4 e neste mês o preço médio do produto está a R$ 7. A Fundação Cepro faz a pesquisa mensal do custo de
vida de Teresina e coleta os preços nos supermercados e outros estabelecimentos e com todas as variedades.
O preço médio do óleo é importante para a comparação porque registra aumento do preço do produto, mas no cotidiano a questão do preço
do óleo comestível é um pouco diferente porque a maioria dos consumidores compra óleo de soja, que é mais barato.
Nos supermercados, o preço do óleo da soja está custando R$ 3,48, o da marca Carvalho; o Primor Soja está custando R$ 7,20; o Salada Milho custa R$ 4,99. Os panificadores afirmam que a tendência do preço do pão não é parar por aqui, masaumentar por causa da crise da Argentina e da oferta do trigo, matéria-prima dos produtos de panificação.
Rosilene Amorim, gerente de panificadora, disse que há 15 dias o preço do pão francês, o mais consumido, era de R$ 6 o quilo. O trigo está aumentando a cada semana, afirmou Rosilene Amorim, que está
prevendo novos aumentos do produto. O economista Sebastião Carlos Rocha Filho confirma isso. Ele declarou que o Brasil importa o trigo da Argentina e do Canadá. Na Argentina ocorreu uma queda da produção do
trigo e os empresários estão aumentando o preço.
A Fundação Cepro fez um estudo e constatou aumento de preços expressi-
vos do arroz, feijão, que teve o preço majorado em 107% de março de 2007 a março de 2008; arroz; e carne bovina.
Francisco Robert Franco de Sousa, que vende carne em seu box no Mercado Central, disse que a carne bovina aumentou muito até outubro
do ano passado, mas o preço tem ficado estável. Afirmou que no Mercado Central afirmou que o preço do quilo da carne é R$ 7,0 que chamam
de carne de segunda acém, peito, cupim e lombo. A polpa, a alcatra e o contrafilé, estão custando que R$ 9.