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Para Marta Jogos de Pequim já começam como revanche

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Para Marta Jogos de Pequim já começam como revanche

Na estréia, a melhor jogadora de futebol do mundo quer vitória contra a Alemanha

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16/07/2008 - 15h09
fonte Assessoria



Em Pequim, Marta disputará pela segunda vez as Olimpíadas. Eleita pela FIFA como a melhor jogadora de futebol do mundo, a atacante ainda se lembra dos últimos Jogos, em Atenas, quando o Brasil bateu na trave e ficou com a medalha de prata. Por isso mesmo é que a atacante não quer nem pensar em repetir o final da história.

Segundo ela, sede de vitória não falta para a Seleção Brasileira, que já estréia motivada nos Jogos de Pequim. “Nossas primeiras adversárias serão as alemãs, que ganharam da gente na final da Copa do Mundo do ano passado. O gostinho de revanche existe, sim. Não só para mim, mas para todas as jogadoras que estavam em campo naquele dia. Todas nós sabemos que perdemos nos detalhes aquela final. A Alemanha veio para cima quando já estávamos estressadas. Elas notaram e vieram para cima da gente na hora certa para elas. Só que agora estamos muito mais preparadas física e psicologicamente”, garante.

Brasil e Alemanha são consideradas as equipes mais fortes do Grupo F da Olimpíadas de Pequim, que ainda tem Coréia do Norte e Nigéria. “A nossa chave é bem complicada, mas já falei com as meninas que se queremos, mesmo, ganhar o ouro, temos de passar por cima de todos os adversários”, ressalta.

Marta também faz questão de falar da importância do resultado positivo na China: “Eu falo constantemente com as meninas que jogam aqui. As Olimpíadas serão, com certeza, um instrumento que pode nos ajudar a desenvolver o futebol feminino no Brasil. Muita coisa mudou, mas temos muitas jogadoras que têm de trabalhar além de representar a Seleção. Quatro anos se passaram desde os Jogos de Atenas e nosso time está muito mais bem preparado hoje, muito mais maduro.”

A “Pelé de saias” vai além quando analisa a situação do futebol feminino no Brasil. “Essas meninas que jogam aqui não têm pretensão de ganhar milhões, mas elas querem um salário digno. Tem gente que só ganha auxílio de condução para treinar por seus clubes. Tem muita jogadora que passou pela Seleção Brasileira e hoje não tem nem mais clube para treinar. Temos de batalhar para tentar mudar essa realidade, e eu acredito que possa ajudar nesse processo. É o que tento fazer desde que a FIFA me elegeu como a melhor jogadora do mundo. Eu sempre digo para elas não desistirem dos sonhos”, afirma.

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