A Brain Tecnologia, empresa mineira vencedora da concorrência pública realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para a realização de pesquisa sísmica em 37 municípios piauienses, emprega hoje 839 funcionários, 70% deles moradores da própria região. Todos os trabalhadores têm carteira profissional assinada e recebem treinamento especializado.
Segundo o diretor de Logística da Brain Tecnologia, Breno Castilho, o trabalho de pesquisa se desenvolve em nove linhas sísmicas, perfazendo mais de 1,5 mil quilômetros lineares, o correspondente a cerca de 40 mil quilômetros quadrados, envolvendo 37 municípios piauienses.
O geólogo e geofísico Eduardo Wataru Yoshino, supervisor administrativo da empresa, explicou que o objetivo da pesquisa é obter informações das camadas de rochas sedimentares através da emissão e registro de ondas acústicas de baixa energia, chamadas ondas sísmicas.
Para efetuar os registros sísmicos é necessário fazer a abertura de picadas e marcação no terreno dos pontos de registro - chamados estações - e dos pontos de emissão - chamados pontos de tiro. As picadas, também chamadas de linhas sísmicas, podem ser abertas manualmente ou de forma mecanizada, mas sempre buscando minimizar ao máximo os impactos ambientais, atendendo rigorosamente as legislações e recomendações dos órgãos de fiscalização do meio ambiente.
As explosões são feitas a 4 metros da superfície do solo e permitem registrar informações a uma profundidade de 1,2 mil metros. Essas informações são registradas pelo sismógrafo e serão encaminhadas à ANP para análise.