Brasília. Graças, principalmente, ao aumento nas vendas de carros, o total de operações de leasing por pessoas físicas já supera as por empresas, o que não acontecia há oito anos, segundo o BC. No mês passado, o saldo total havia chegado a R$ 96,747 bilhões, alta de 49% no ano — R$ 49,044 bilhões, ou 50,7% do total, foram de pessoas físicas.
Desde setembro de 2000 o saldo das operações de leasing com pessoas físicas não superava o dos contratos de empresas, que normalmente usam o instrumento para comprar não só veículos, como máquinas e equipamentos. Altamir Lopes, do BC, atribui a maior procura por leasing ao seu menor custo, já que se trata de uma operação sem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O governo já cogitou elevar a tributação das operações de leasing para frear o consumo e o avanço da inflação. Até agora, porém, nenhuma medida desse tipo foi anunciada. Lopes não quis comentar o assunto.
Altamir Lopes disse, porém, que os números indicam que os consumidores estão trocando os empréstimos bancários tradicionais pelo leasing por causa do custo menor. Em julho, o saldo dos financiamentos para aquisição de veículos, por exemplo, estava em R$ 83,956 bilhões, crescimento de apenas 3% no ano. O leasing funciona como uma espécie de aluguel do bem com opção de compra ao final do contrato.