O enfraquecimento da ação vendedora de estrangeiros contra as ações de maior liquidez do mercado acionário doméstico levou a Bolsa de Valores de São Paulo à segunda alta consecutiva. Apoiado sobretudo no bom desempenho de Petrobras, o Ibovespa subiu 1,9%, chegando aos 57.542 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,44 bilhões.
O movimento foi lastreado por um comportamento mais moderado das bolsas de Nova York e dos mercados de commodities. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,35%.
"O ambiente melhorou bastante lá fora e permitiu a recuperação de algumas ações que tinham sido bastante castigadas", avaliou Valmir Celestino, gestor de renda variável do banco Safra.
Assim, mesmo com a queda do barril do petróleo para a faixa dos US$ 118, as ações preferenciais da Petrobras , as de maior peso no índice, subiram 3,4%, para R$ 33,30.
O mesmo valeu para o setor de mineração e siderurgia. As ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional avançaram 2,66%, cotadas a R$ 57,90. As preferenciais da Vale, as mais negociadas do dia, tiveram ganho de 1,86%, a R$ 36,71.
Os bancos também contribuíram para o movimento positivo, tendo as ordinárias do Banco do Brasil à frente, subindo 5%, a R$ 24,15.
Mas o grande destaque de valorização do dia foram as ações preferenciais da Votorantim Celulose e Papel , com um salto de 9%, a R$ 39,80, depois de a companhia anunciar que vai aumentar sua participação acionária no controle da Aracruz, operação entendida como primeiro passo para uma fusão entre as duas.
Na mão contrária, os papéis preferenciais da Gol caíram 2,9%, para R$ 18,55, devolvendo parte da impressionante alta de 16% da terça-feira.
No mesmo bloco, as ordinárias da JBS Friboi cederam 3,1%, a R$ 6,90, no segundo dia seguido de forte queda, depois que os Estados Unidos proibiram frigoríficos brasileiros de exportar carne bovina industrializada para aquele país.