O preço do petróleo fechou em alta, nesta sexta-feira, depois de ter alcançado o patamar de US$ 128, mais uma vez afetado pelas tensões causadas pelo programa nuclear do Irã. O barril da commodity para entrega em setembro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 125,10, alta de 0,82%. Durante o dia, o preço mínimo do barril ficou em US$ 122,10 e o máximo, em US$ 128,60.
O vice-primeiro-ministro e ministro de Transporte israelense, Shaul Mofaz, disse, segundo a imprensa local, que o programa nuclear iraniano está perto de um "grande avanço" e que Israel precisa estar "preparado para todas as alternativas". O comentário de Mofaz "deixou todos animados para comprar petróleo de novo", devido às preocupações quanto a um ataque militar contra o Irã, que poderia levar o oriente Médio a mergulhar em uma nova crise, disse à agência de notícias Associated Press (AP) o analista Phil Flynn, da Alaron Trading em Chicago.
O petróleo também se beneficiou da baixa nas Bolsas em Wall Street devido ao desânimo dos investidores quanto à economia, depois da divulgação dos dados econômicos. O Departamento do Trabalho informou que a economia americana fechou 51 mil postos de trabalho em julho, além da taxa de desemprego ter subido para 5,7%, maior desde 2004. O ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) informou que o índice de atividade das manufaturas em julho ficou em 50 pontos -limite que separa a expansão da contração no setor.
O Departamento do Comércio informou que a atividade do setor de construção em junho teve declínio. Os indicadores mostraram que a economia americana ainda está debilitada. Ontem, o departamento informou que a economia dos EUA cresceu 1,9% no trimestre passado (abaixo dos 2% previstos pelos analistas) e revisou para baixo as leituras de crescimento dos três trimestres anteriores.
"Os preços do petróleo devem passar por um período de correção nos próximos seis meses, voltando à faixa de US$ 100 a US$ 110", disse à AP o gestor de mercados de commodities Tetsu Emori, da Astmax Futures em Tóquio.