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Petróleo fecha em novo recorde depois de se aproximar de US$ 143

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Petróleo fecha em novo recorde depois de se aproximar de US$ 143

A escalada do petróleo em direção aos US$ 140 e além ganhou força ontem

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27/06/2008 - 19h59
fonte Folha Online



O preço do petróleo cravou novos recordes nesta sexta-feira, no fechamento e durante as negociações na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), quando chegou perto dos US$ 143. A expectativa dos investidores por mais desvalorizações do dólar frente a outras moedas, como o euro, o temor de escassez e fatores como tensões entre Israel, Irã e União Européia, além de riscos à produção na Nigéria, mantiveram o ritmo ascendente do preço da commodity.

O barril para entrega em agosto, negociado na Nymex, fechou cotado a US$ 140,21 (alta de 0,41%), novo recorde para um encerramento de sessão. Durante o dia, o preço bateu o recorde de US$ 142,93. O barril do petróleo Brent, negociado em Londres, chegou a US$ 142,91.

O euro chegou ao fim das negociações hoje em Frankfurt cotado a US$ 1,5750, estável em relação a ontem. O BCE (Banco Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,5748. A expectativa de um aumento de juros em Breve por parte do BCE, bem como a situação difícil em que se encontra o Federal Reserve (Fed, o BC americano), podem manter o dólar em ritmo de queda ainda por algum tempo.

O Fed precisa equilibrar a necessidade de elevar os juros para conter a pressão inflacionária (causada justamente pela alta dos combustíveis, que refletem a disparada do petróleo, além da alta dos alimentos) com a cautela para que juros mais altos não desaqueçam ainda mais a economia do país que cresceu apenas 1% no primeiro trimestre, após um desempenho ainda mais fraco no quarto trimestre de 2007, expansão de 0,6%.

O dólar fraco favorece o aumento da pressão da demanda por petróleo: como o barril é negociado em dólar, a desvalorização da moeda americana torna a commodity mais atrativa para novos compradores.

O declínio nas Bolsas americanas também favorece a busca pelo petróleo: com as quedas vistas desde ontem em Wall Street, mais investidores buscam alocar seus recursos em commodities, para se protegerem de prejuízos no mercado financeiro.

A escalada do petróleo em direção aos US$ 140 e além ganhou força ontem, com a declaração do chefe da Corporação Nacional de Petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, de que o país pode cortar sua produção em resposta à lei, aprovada pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA em maio, que permite ao Departamento de Justiça processar os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) por limitar a oferta de petróleo e por fixar os preços da commodity.

"Há ameaças do Congresso [dos EUA] e eles estão levando a Opep para os tribunais, estendendo as leis dos EUA para fora do país", disse. A medida submeteria os países do cartel entre eles Venezuela e Irã, com quem os EUA têm relações difíceis às mesmas leis antitruste que regulam as operações das empresas americanas e cria uma força-tarefa do Departamento de Justiça para investigar o movimento dos preços da gasolina e a manipulação do mercado de energia. A Casa Branca se opõe à lei, dizendo que atingir os investimentos da Opep nos EUA poderia levar a medidas retaliatórias.

As reservas de petróleo nos Estados Unidos cresceram em 800 mil barris e atingiu 301,8 milhões de barris na semana passada, segundo o governo americano o que ajudou a conter um pouco a alta na quarta-feira (25), quando o relatório semanal de estoques do país foi divulgado, mas a queda não se sustentou.
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