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Piauí é o 2° com índices de crianças sem registro civil

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Piauí é o 2° com índices de crianças sem registro civil

No município de Manoel Emídio, a taxa de subregistro foi de 90,70%

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19/11/2008 - 09h00 Atualizada em 19/11/2008 - 09h08
fonte Efrém Ribeiro Jornal Meio Norte / meionorte.com



O Piauí ocupa o segundo lugar entre os Estados do Brasil com maiores índices de sub-registro civil. com 33,7%, segundo dados de 2006, quan-
do o Estado com maior índice, Roraima, tem percentual de 42,8%. Em terceiro lugar vem Alagoas, com taxa de 32,6%.

O governador Wellington Dias (PT) afirmou que por ser um dos índices mais altos do Brasil, o Piauí vai se integrar amanhã à Semana Nacional de
Mobilização para o registro civil de nascimento e documentação básica, que será lançada no anfiteatro da Assembléia Legislativa, pelo secretá-
rio nacional dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

A coordenadora do Projeto Registrar no Piauí, Ana Teresa Neves de Sousa, afirmou que em alguns municípios, como São Gonçalo do
Piauí, têm taxa de sub-registro civil de 92,62%.

No município de Manoel Emídio, a taxa de subregistro foi de 90,70%; a de Curimatá ficou em 90,06%. A taxa mais alta foi encontrada no município de Santa Luz, que ficou com taxa de 94,44%. Ana Teresa informou
que em Teresina, a capital, a taxa também é alta. A taxa de sub-registro na capital é de 78,54%. Em Parnaíba, a segunda maior cidade do Estado, o
subregistro ficou em 68,54.

Foi lançada anteontem em Foz do Iguaçu (PR) a Campanha Nacional de
Combate ao Sub-Registro. O objetivo principal é estimular a emissão do registro civil de nascimento, mas também orientar a população sobre a emissão de documentos RG, CPF e Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Dados do IBGE indicam que todos os anos cerca de 500 mil bebês permanecem sem certidão de nascimento até o primeiro ano de idade.
Esse número representa cerca de 8% dos nascimentos realizados nos hospitais brasileiros, acima do índice de 6% considerado mínimo pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) e pelo Unicef para erradicação do sub-registro. A falta de registro aumenta, principalmente, nos municípios do interior, já que em quase todas as capitais do país, o registro é feito no próprio hospital onde a criança nasce.
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comentarioscomentários
Felipe - 19.11.2008 - 16:50h
Essa campanha no Piauí, em especial em Teresina, só terá êxito se acopanhada de uma outra que é de reconhecimento de parternidade através do DNA, pois muitas mães saem da maternidade sem o registro na esperança de que o "PAI" coloque o nome no registro do filho, o que nem sempre acontece, e ela na esperança do reconhecimento não registra o filho só com seu nome, o que é um absurdo em pleno século XXI isso ainda acontecer, Registrar alguém como filho só da mãe.

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