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Polícia Federal conclui inquérito de operação que prendeu prefeitos no Maranhão

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Polícia Federal conclui inquérito de operação que prendeu prefeitos no Maranhão

O anúncio foi feito pelo ex-superintendente da PF no Maranhão Gustavo Gominho

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O anúncio foi feito pelo ex-superintendente da PF no Maranhão Gustavo Gominho
OPERAÇÃO RAPINA
Polícia Federal conclui inquérito da operação que prendeu prefeitos no Maranhão
30/08/2008 - 13h29
fonte Imirante www.imirante.com.br



A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito da primeira fase da Operação Rapina realizada em dezembro do ano passado e que levou para a prisão 118 pessoas, entre as quais 11 prefeitos.

O anúncio foi feito pelo ex-superintendente da PF no Maranhão Gustavo Gominho durante a passagem do cargo ao novo superintende Fernando Segóvia. Segundo Gominho, o inquérito gerou 2,5 toneladas de documentos e provas contra os acusados e somente o relatório final tem duas mil páginas.

A PF teve de fazer um contrato especial com a companhia aérea TAM para transportar toda a documentação para Brasília. O inquérito corre no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região na Capital Federal.

O delegado Pedro Meirelles, que comandou os trabalhos, não quis aprofundar os detalhes do inquérito, o que só deve ocorrer na próxima semana. A quadrilha, que agia há 26 anos, desviou aproximadamente R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Pelo número de pessoas presas, a Operação Rapina é considerada a maior operação da PF contra a corrupção no Brasil.

Nessa primeira etapa foram presos os prefeitos Cleomar Tema (Tuntum); Francimar Marculino da Silva, o Mazim (Governador Newton Belo); José Cardoso do Nascimento, Zé Tude (Araioses); Sônia Campos, Soninha (Axixa); Marinalva Sobrinho (Tufilândia); Iara Quaresma (Nina Rodrigues); Aldenir Neves (Urbano Santos); Luiz Gonzaga Fortes (São Luís Gonzaga); e João Teixeira Noronha (Paulo Ramos).

Em abril deste ano foi realizada a segunda etapa da operação com a prisão de mais 13 pessoas, entre as quais os prefeitos Domício Gonçalves da Silva (Centro Novo do Maranhão) e Perachi Roberto de Farias Morais (Marajá do Sena). Eles foram presos em flagrante acusados de estarem montando documentos falsos para entregar ao TCE em um escritório de contabilidade localizado no centro da cidade. O inquérito dessa segunda etapa ainda não está concluído.
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