Uma operação policial realizada por inspetores lotados na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), na sucata ‘O Evandro’, localizada na Avenida José Bastos, 5130, no bairro Demócrito Rocha, terminou em agressão e confusão entre os dois inspetores, um aluno do primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais da PM (cadete) e dois comerciantes.
A confusão começou por volta das 16h30, quando os inspetores da DRFVC, identificados como Reginaldo e Antônio Marcos, teriam ido ao local supostamente investigar uma denúncia sobre a procedência de veículos ‘desmanchados’.
Durante a vistoria, a dupla de policiais civis teria agredido o proprietário do estabelecimento, Francisco Evandro de Oliveira, 39; o seu irmão Francisco William de Oliveira, 25; e o cadete da PM, Relthman Pereira de Sousa, 29, que estava no local, à paisana, supostamente comprando um carro.
De acordo com funcionários da sucata, os policiais civis chegaram e foram direto para o escritório. Lá, eles pediram a documentação de todos os veículos. Evandro teria informado que naquele momento seria impossível fornecer a documentação de todos os carros.
Quando eles pediram a numeração de um veículo ao irmão do proprietário, Evandro teria dito a William que deixasse os policiais à vontade. De acordo com uma funcionária, a partir desse instante, os dois inspetores teriam passado a agredi-los a socos e chutes. Nesse momento, segundo a testemunha, o cadete Relthman teria tentado impedir a agressão e também foi espancado.
O supervisor do policiamento da Capital, major PM Rondon Lopes, foi chamado ao local, assim como o delegado Romério Almeida, titular da DRFVC. Almeida informou que tinha conhecimento da operação e que os inspetores estavam de serviço, diferente do cadete. “Mas quem cometeu algum abuso vai responder”, ressaltou. O comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BpChoque) , tenente-coronel PM José Maria Barbosa Soares, também foi mandado para o local, assim como o diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegado Jairo Façanha Pequeno. Com a chegada dos oficiais e delegados, o caso foi parar no 11º DP (Pan Americano), onde todos foram ouvidos pelo delegado José Maria Raulino.
No começo da noite, os envolvidos receberam guia para serem submetidos a exame de corpo de delito no IML. Os policiais civis não quiseram dar declarações à Imprensa para contarem sua versão. O caso agora será investigado através de inquérito policial e sindicância na Corregedoria.