26/11/2008 - 08h38 Atualizada em 26/11/2008 - 08h41 Diário do Nordeste
Dois policiais militares são os principais suspeitos de terem assassinado, na tarde de ontem, na localidade de Papara, em Maranguape (Região Metropolitana de Fortaleza), Francisco Iraílson Anselmo de Oliveira, 24.
A Polícia já teria, inclusive, os nomes dos policiais, mas prefere não divulgar, para não atrapalhar as investigações. As suspeitas são reforçadas pela arma usada no crime. A vítima foi executada com disparos de pistola calibre ponto 40, de uso exclusivo das forças policiais.
A vítima, que já respondia a um processo pelo crime de tortura, foi assassinada na frente da mulher e do filho, de apenas dois anos de idade, dentro do banheiro de sua casa, na Rua Mateus Fernandes de Oliveira.
O homicídio, supostamente motivado por uma vingança ou acerto de contas, ocorreu por volta das 12h30. Os criminosos efetuaram sete disparos contra a vítima e na fuga atiraram nos pneus do carro de propriedade de Iraílson.
Ainda abalados com o crime, familiares da vítima não souberam informar por qual motivo ele havia sido morto. De acordo com um parente dele, que pediu para não ser identificado, os dois homens estavam em um veículo Pálio, de cor prata. “Eles chegaram aqui perguntando onde o Iraílson morava”, disse.
Segundo ainda os parentes da vítima, os acusados teriam ligado para Iraílson antes do crime, com o pretexto de que levariam documentos para ele assinar. Ninguém, no entanto, soube informar que papéis seriam esses.
O pai de Iraílson, o aposentado Cícero Sousa de Oliveira, 67, afirmou não saber por que o filho foi morto. “Estava em casa, aqui em frente, quando a mulher dele chegou gritando que tinham matado o meu filho”. Desesperados, os parentes ainda tentaram socorrer Iraílson. Familiares e amigos o carregaram até a varanda da casa, mas o deixaram ali, quando constataram sua morte. Em seguida, dezenas de pessoas se aglomeraram na porta da casa. O isolamento da área foi providenciado pela própria família. Somente familiares e policiais podiam se aproximar do local do assassinato.
O delegado Aroldo Mendes, titular da Delegacia Metropolitana de Maranguape, esteve no local, fazendo as primeiras investigações sobre o homicídio. Outro caso
Na noite de anteontem, Cleiton Oliveira Moreira, 18, foi morto, a bala, na Rua Caio Facó, no Guajiru, em Messejana. Os suspeitos do crime foram identificados como ‘Neném’ e ‘Nandinho’. Segundo a Polícia, ‘Neném’ ficou no local após o crime e só fugiu com a chegada da Polícia.