O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar comentou a prisão do juiz aposentado Osório Bastos em Curimatá. Segundo o magistrado a prisão será considerada válida quando houver a ratificação do Tribunal de Justiça do Piauí. O Desembargador também comentou sobre as carências que o poder Judiciário enfrenta atualmente.
A prisão do juiz Osório Bastos se deu por porte ilegal de armas após o cumprimento de um outro mandado de prisão contra o irmão do juiz. “Está prisão só será convalidada quando eu como presidente do Tribunal de Justiça dela tomar conhecimento e ratificá-la”, disse o desembargador Raimundo Alencar acrescentando que esta medida é importante porque Osório Bastos possui foro privilegiado.
Sobre outros casos de prisões que acabam resultando em posterior soltura dos acusados o desembargador destacou que a Justiça tem atuado. “O que não se pode dizer é o ditado muitas vezes aceito como inconteste de que a polícia prende e a Justiça solta”, disse o desembargador Raimundo Alencar. O presidente do Tribunal de Justiça enfatizou que juízes e delegados compartilham do desejo de não ver criminosos nas ruas.
O presidente do Tribunal de Justiça destacou que não é possível que setores coloquem as culpas uns nos outros. “Nós temos que entender que nossos interesses deverão convergir para a satisfação dos interesses da sociedade e não apontar uns para os outros”, comentou o desembargador Raimundo Alencar. O desembargador ainda lembrou das dificuldades que os vários setores enfrentam para exercer o seu trabalho.
“A polícia não tem o aparelhamento que merece. Ela tinha que ter muito mais condições para trabalhar. Os delegados deveriam ter uma estrutura muito melhor. O Judiciário carece de juízes e servidores que possam apoiar administrativamente o magistrado”, ressalta o desembargador completando que o Ministério Público tem as mesmas carências do Judiciário. (C.R.)